Diretora da Petrobras afirma que vendas para a China devem se normalizar

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Petrobras prevê recuperação nas exportações de petróleo para a China após queda significativa.

A Petrobras observou uma queda acentuada em suas exportações de petróleo para a China no segundo trimestre, mas espera uma reversão desse cenário nos próximos meses.

A diretora-executiva de Logística, Comercialização e Mercados da estatal, Angélica Laureano, anunciou que as vendas para o país asiático devem retornar aos níveis habituais. Durante uma teleconferência sobre os resultados do segundo trimestre, ela afirmou: “Nós acreditamos que isso já esteja se retornando à condição normal e a gente acredita que nos próximos meses as compras da China devem aumentar”.

No segundo trimestre, as exportações de petróleo da Petrobras para a China caíram aproximadamente 37% em comparação aos três primeiros meses do ano. A participação da China nas exportações da estatal diminuiu de 62% para 35%, resultando em uma redução estimada de 202 mil barris por dia, superando o total de vendas para a Europa.

A estatal atribuiu essa diminuição a esforços da China para se proteger contra a alta dos preços internacionais, influenciados por conflitos no Irã e restrições no estreito de Ormuz. Além disso, a diretora destacou que a redução das compras foi impulsionada por uma combinação de fatores, incluindo a diminuição do processamento de petróleo nas refinarias chinesas, restrições nas exportações de derivados e uma queda na demanda interna por combustíveis.

Com a menor necessidade de processamento, a China optou por reduzir suas importações de petróleo, utilizando parte de seus estoques comerciais. A Petrobras acredita que essa situação é temporária e que a demanda chinesa deve se recuperar nos próximos meses.

A queda nas exportações não afetou apenas a Petrobras, mas também outros fornecedores de petróleo para a China. Dados recentes indicam que as importações chinesas de petróleo bruto caíram 41,3% em junho em relação ao mesmo mês do ano anterior, totalizando 29,3 milhões de toneladas, o menor volume mensal desde outubro de 2016. Durante esse período, o preço médio do barril importado aumentou 55%, alcançando US$ 105,40.

Apesar da retração nas vendas para a China, as exportações totais de petróleo da Petrobras cresceram 12,2% no trimestre, atingindo 996 mil barris por dia. A estatal conseguiu compensar a queda nas vendas para a China com um aumento nos embarques para mercados como Índia, Europa e outros países da Ásia.

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