Lula se destaca entre eleitores idosos enquanto Flávio busca vice que participou da CPI do INSS para ampliar apoio no segmento

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Disputa eleitoral acirrada entre Lula e Flávio Bolsonaro pode impactar o voto dos idosos.

Os candidatos ao Palácio do Planalto, o presidente Lula (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL), intensificam a busca pelo apoio do eleitorado com mais de 60 anos, um segmento que tem crescido continuamente desde 2010.

Atualmente, 23,5% dos eleitores aptos a votar têm 60 anos ou mais, totalizando 37,5 milhões de pessoas entre os 158,7 milhões registrados pela Justiça Eleitoral. Este grupo se torna cada vez mais relevante em um cenário de eleição acirrada, onde a disputa pode ser decidida por margens estreitas.

Segundo a última pesquisa, Lula aparece com 48% nas intenções de voto, enquanto Flávio registra 43%. A margem de erro de dois pontos percentuais indica a proximidade entre os candidatos, tornando essencial o apoio dos eleitores mais velhos.

Entre esse público, Lula apresenta uma vantagem significativa, alcançando 55% nas intenções de voto, enquanto Flávio obtém 37%. A diferença é ainda maior entre os aposentados, onde Lula registra 60% contra 35% para Flávio, com uma margem de erro de seis pontos percentuais.

A estratégia de Lula para conquistar o eleitorado idoso envolve resgatar memórias afetivas dos primeiros mandatos, utilizando referências como o jingle “Lula Lá” e lembranças da censura e da ditadura militar, buscando mobilizar esses eleitores a seu favor.

No entanto, a equipe do presidente observa que a mobilidade e a desconexão política podem ser barreiras para o voto desse grupo. Portanto, é necessário criar incentivos que motivem os idosos a saírem de casa e participarem da eleição.

Durante a convenção nacional do PT, Lula afirmou a importância de cuidar dos idosos, destacando a necessidade de um programa que ofereça atividades como natação, dança e leitura, para que possam viver plenamente.

Por outro lado, a campanha de Flávio Bolsonaro aposta na figura de seu vice, Alfredo Gaspar, para atrair o voto dos idosos e aposentados. Gaspar, que foi relator da CPI do INSS, tem sua atuação associada à defesa dos direitos desse público.

Os auxiliares de Flávio pretendem destacar a luta de Gaspar contra fraudes no INSS, que resultaram em uma investigação sobre descontos indevidos em aposentadorias, totalizando cerca de R$ 6,3 bilhões entre 2019 e 2024.

A campanha busca posicionar Gaspar como um defensor dos idosos, ressaltando sua atuação na CPI e seu papel em combater fraudes que afetaram aposentados. Flávio enfatizou a importância desse trabalho ao anunciar seu vice, destacando a defesa dos aposentados como uma prioridade.

O candidato do PL inicialmente considerou escolher uma mulher para a vice, visando melhorar sua imagem entre o eleitorado feminino, onde sua rejeição é alta. No entanto, a escolha por Gaspar foi feita com a expectativa de fortalecer sua posição entre os idosos.

A atuação de Gaspar na CPI, no entanto, gerou controvérsias, com acusações de que ele teria vinculado as fraudes ao governo Lula, enquanto ignorava a gestão de Jair Bolsonaro. O relatório final da CPI pediu o indiciamento de 216 pessoas, mas foi rejeitado pela base governista, resultando em um impasse sem um documento conclusivo.

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