Ronaldo Caiado afirma que Flávio Bolsonaro não comprovou inocência e não deveria ser candidato

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Ronaldo Caiado critica Flávio Bolsonaro e propõe criação de polícia transnacional

Ronaldo Caiado, candidato do PSD à presidência da República, intensificou suas críticas a Flávio Bolsonaro, afirmando que o adversário não demonstrou capacidade de provar sua inocência em casos de investigação, como o “Dark Horse”. Ele argumentou que, devido a isso, Flávio não deveria concorrer nas eleições presidenciais de 2026.

Durante uma sabatina na GloboNews, Caiado foi questionado sobre sua mudança de postura em relação ao senador. Ele destacou que, inicialmente, acreditava que Flávio deveria se explicar, mas, diante da falta de esclarecimentos e novas complicações, reconsiderou sua posição. “Se não teve capacidade de comprovar inocência, não tem capacidade de ser candidato”, afirmou.

O candidato ressaltou que a dúvida sobre a conduta de Flávio Bolsonaro comprometeria sua autoridade moral, essencial para governar e garantir o respeito às instituições. Essa mudança de atitude reflete uma estratégia política mais agressiva em relação ao adversário.

Em outro ponto da sabatina, Caiado abordou a questão da segurança pública, propondo a criação de uma “polícia transnacional” que atuaria em parceria com os dez países vizinhos do Brasil na América do Sul. Ele se ofereceu para ser o primeiro comandante dessa força, enfatizando a importância da cooperação internacional para combater a violência.

“Uma polícia em parceria que terá livre trânsito entre os países, assim como fiz como governador de Goiás”, disse Caiado, referindo-se a acordos já estabelecidos com estados limítrofes. No entanto, ao ser questionado sobre o fracasso de uma proposta anterior de consórcio da paz entre governadores, ele apontou a falta de apoio do governo federal como um obstáculo.

O ex-governador de Goiás também expressou sua oposição ao uso de câmeras corporais pelas polícias, discordando de seu aliado, o governador de São Paulo. Ele argumentou que tais dispositivos não garantem a liberdade de ação dos policiais em situações de confronto, afirmando que “as câmeras não dão liberdade para ir ao confronto”.

Caiado reiterou que, se eleito, as forças armadas seriam utilizadas para reocupar territórios sob controle de facções criminosas, citando a presença do Primeiro Comando da Capital e do Comando Vermelho em 340 municípios da Amazônia. Ele justificou essa medida como uma resposta à influência do narcotráfico, que teria suporte de forças de países como México, Venezuela e Colômbia.

Além disso, o candidato comentou sobre as emendas parlamentares, afirmando que há uma desestruturação do presidencialismo. Ele se comprometeu a direcionar essas emendas integralmente para as obras de seu plano de governo, ressaltando a necessidade de um presidente com autoridade moral para negociar com o Congresso Nacional.

“Não posso ter 594 planos de governo”, disse Caiado, referindo-se ao número de parlamentares. Ele se propôs a apresentar obras por setor para que os parlamentares possam aplicar suas emendas, destacando a importância da Presidência da República na condução dessas negociações.

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