CPMI do INSS realiza audiência com deputado acusado de ameaçar Duarte Jr. nesta segunda-feira

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CPMI do INSS ouve deputado Edson Araújo e Paulo Camisotti em investigações sobre irregularidades.

A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS realizará oitivas nesta segunda-feira, com início previsto para às 16h, envolvendo o deputado estadual do Maranhão, Edson Araújo, e Paulo Camisotti, filho e sócio do empresário Maurício Camisotti.

Edson Araújo está sob investigação da Polícia Federal no âmbito da Operação Sem Desconto, que apura irregularidades em benefícios previdenciários. O deputado ocupa o cargo de vice-presidente da Confederação Brasileira dos Trabalhadores da Pesca e Aquicultura (CBPA), que é alvo de denúncias relacionadas a descontos indevidos.

No final de 2025, o deputado Duarte Jr., vice-presidente da CPMI, denunciou Araújo por supostas ameaças via WhatsApp, após o parlamentar ter mencionado a CBPA durante uma sessão do colegiado. Essa situação gerou um clima de tensão e levantou questões sobre a integridade das investigações.

Na sequência, a CPMI decidiu pela quebra de sigilos fiscal e bancário de Araújo e convocou-o para prestar esclarecimentos sobre as alegações. Dados da Receita Federal indicam que o deputado movimentou cerca de R$ 54 milhões em julho de 2024, o que levanta suspeitas sobre a origem e a legalidade desse montante.

Além disso, Duarte Jr. revelou que as investigações apontam para um suposto esquema de corrupção em Turilândia, no Maranhão, que teria movimentado R$ 56 milhões, o que reforça a necessidade de uma apuração minuciosa e rigorosa.

Paulo Camisotti também é investigado e, juntamente com seu pai, é considerado um dos responsáveis pelos descontos irregulares nos benefícios de aposentados do INSS. Maurício Camisotti, que é apontado como beneficiário final do esquema, encontra-se preso desde setembro, após decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que lhe conferiu a prerrogativa de decidir se depõe ou não.

Recentemente, o presidente da CPMI, senador Carlos Viana, manifestou descontentamento em relação à liminar que permitiu a escolha de Maurício sobre seu depoimento. Viana destacou que a CPMI está disposta a tomar medidas de condução coercitiva para assegurar a presença dos convocados, caso não compareçam voluntariamente.

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