Preço médio da cesta de alimentos registra queda em janeiro no Rio Grande do Sul
Cesta de alimentos no Rio Grande do Sul registra queda de preço em janeiro.
Em janeiro, o custo da cesta de alimentos no Rio Grande do Sul apresentou uma redução significativa, atingindo o valor de R$ 289,83. Este índice, que considera os 80 itens mais consumidos pelos gaúchos, teve uma queda de 0,48% em comparação ao mês anterior.
No acumulado dos últimos 12 meses, a redução foi ainda mais expressiva, com uma deflação de 1,54%. Esses dados são coletados a partir das notas fiscais eletrônicas emitidas no estado, permitindo um monitoramento preciso da variação de preços no varejo.
A região do Vale do Caí, que inclui cidades como Montenegro e São Sebastião do Caí, foi a que apresentou a maior diminuição de preços, com uma queda de 1,39%, resultando em um custo médio de R$ 291,70. Apesar da redução, o valor ainda está acima da média estadual. No Norte do estado, o preço médio da cesta caiu para R$ 285,54, com uma retração de 1,19% em janeiro.
Em contraste, a região do Rio da Várzea, que compreende municípios como Palmeira das Missões e Sarandi, observou um aumento de 1,83%, levando o valor da cesta a R$ 302,54. A alta temporada trouxe o Litoral como a região com a cesta mais cara, custando R$ 313,15, cerca de 8% acima da média do estado, e um aumento de 7% em relação a novembro.
Por outro lado, a cesta mais econômica foi registrada no Jacuí Centro, onde o custo foi de R$ 273,62. A diferença entre a cesta mais cara e a mais barata no estado é de 14,4%. Essas informações são publicadas no Boletim de Preços Dinâmicos, que é elaborado pela Secretaria da Fazenda (Sefaz) e acompanha a variação de preços dos itens alimentares mais comuns na mesa dos gaúchos.
A redução no preço médio da cesta de alimentos teve um impacto positivo, beneficiando principalmente as famílias de menor renda. Dados do Índice de Inflação por Faixa de Renda indicam que domicílios com rendimento de até dois salários mínimos experimentaram uma deflação de 3,56% nos últimos 12 meses.
A diferença de inflação entre as faixas de renda se deve aos hábitos de consumo. Alimentos como arroz, feijão e ovos, que são mais frequentemente adquiridos por famílias de baixa renda, tiveram quedas de preço mais significativas, aliviando a pressão sobre os orçamentos dessas famílias. Em janeiro, todas as faixas de renda, de dois a 25 salários mínimos, observaram queda nos preços.
Entre os grupos de alimentos analisados, o de aves e ovos foi o que teve a maior queda de preço em janeiro, com um recuo de 8,36%. O ovo de galinha, por exemplo, caiu 12,7%, custando uma média de R$ 8,72 o quilo. A coxa de frango também apresentou queda, com preço médio de R$ 8,99 o quilo, uma redução de 9,6% no mês.
O grupo de óleos e gorduras também mostrou uma diminuição relevante, com queda de 6,34% no preço médio, impulsionada pelo óleo de soja, que custa agora em média R$ 7,70 o litro, um valor 12,4% menor em comparação a dezembro de 2025.
No entanto, o grupo das hortaliças registrou a maior alta, subindo 2,2%. O chuchu foi destacado como o “vilão” do mês, com um aumento de 100%, atingindo um preço médio de R$ 7,99 o quilo. Brócolis e repolho também tiveram incrementos nos preços, de 25% e 16,6%, respectivamente.
