Filhos de políticos seguem os passos dos pais na carreira política

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Dia dos Pais revela laços políticos entre gerações no Brasil

Neste Dia dos Pais, os plenários brasileiros refletem a conexão entre gerações, com filhos que seguem os passos dos pais na política. A herança política se manifesta em diversos partidos e regiões, onde é comum ver familiares compartilhando espaços no Legislativo e no Executivo.

Um exemplo notável é a presença de pais e filhos no Congresso. Em Alagoas, Renan Calheiros e Renan Filho, ambos do MDB, ocupam simultaneamente cadeiras no Senado. Em Pernambuco, Eduardo da Fonte e Lula da Fonte, do PP, atuam juntos na Câmara dos Deputados. Na Bahia, o senador Angelo Coronel é pai do deputado federal Diego Coronel, do Republicanos.

Além disso, a relação entre pais e filhos na política é evidente em outros contextos. Antes de se tornar presidente, Jair Bolsonaro dividiu o Congresso com seu filho Eduardo entre 2015 e 2018, enquanto ambos eram deputados federais, representando estados diferentes. Com a transição para o Executivo, Eduardo e Flávio Bolsonaro continuaram a atuar em cargos legislativos, com Flávio no Senado e Eduardo na Câmara, enquanto outros irmãos buscam também suas próprias trajetórias políticas.

Algumas famílias têm membros em diferentes esferas do governo. O senador Jader Barbalho, do MDB do Pará, é pai do governador Helder Barbalho e do ex-ministro Jader Filho, enquanto Elcione Barbalho, mãe de Helder e Jader Filho, também é deputada. Na Paraíba, o ex-prefeito Enivaldo Ribeiro é pai do deputado federal Aguinaldo Ribeiro e da senadora Daniella Ribeiro, com a nova geração já se inserindo na política, como Lucas Ribeiro, filho de Daniella, que se tornou vice-governador.

O parentesco pode facilitar o acesso à política, permitindo que sobrenomes conhecidos ajudem na conquista de votos e apoio. Um exemplo é Átila Lira, que após oito mandatos na Câmara apoiou a candidatura do filho, Átila de Melo Lira, que assumiu seu primeiro mandato em 2023. Fernando Coelho Filho, de Pernambuco, é outro que dá continuidade ao legado político de seu pai, o ex-senador Fernando Bezerra Coelho.

A Bahia também apresenta exemplos de sucessão política, como Gabriel Nunes, que chegou à Câmara em 2023 após três mandatos do pai, José Nunes. Otto Alencar Filho, que renunciou ao seu cargo, é outro exemplo de como os descendentes podem seguir a trajetória política dos pais, enquanto Otto Alencar, seu pai, já está em seu oitavo mandato.

Estudos revelam que a hereditariedade na política brasileira é mais comum do que se imagina, com ao menos 60 parlamentares em exercício tendo filhos eleitos ou que chegaram a seus cargos com apoio dos pais. Essa dinâmica se estende a ex-senadores e ex-deputados, incluindo prefeitos e governadores, que têm descendentes no Congresso Nacional, mostrando que a política pode estar no sangue ou ser facilitada pelo peso de um sobrenome.

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