Magnata da mídia recebe pena de 20 anos de prisão em Hong Kong

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Jimmy Lai, fundador do “Apple Daily”, é condenado a 20 anos de prisão em Hong Kong.

O empresário e ativista pró-democracia Jimmy Lai, de 78 anos, foi considerado culpado por conluio com potências estrangeiras e por promover a separação de Hong Kong da China. A sentença foi proferida por três juízes da Suprema Corte de Hong Kong em uma audiência rápida, resultando em 20 anos de prisão.

Lai, conhecido por sua oposição ao Partido Comunista Chinês, fundou o jornal Apple Daily, que encerrou suas atividades devido à repressão à liberdade de imprensa. Ele já havia passado cerca de cinco anos detido e enfrentava múltiplos processos relacionados à legislação de segurança nacional imposta por Pequim após os protestos de 2019.

Além de Lai, outros seis executivos do Apple Daily foram condenados a penas que variam de seis a dez anos. Enquanto os executivos se declararam culpados, Lai manteve sua inocência. Caso não receba redução de pena por bom comportamento, ele estará com 96 anos ao ser libertado em 2044, enfrentando problemas de saúde como diabetes e hipertensão.

Hong Kong, que possui um status de maior autonomia em relação ao restante da China, mantém sua própria Suprema Corte e realiza eleições para escolha de seu líder, refletindo o princípio de “um país, dois sistemas”.

PRESSÃO INTERNACIONAL

A condenação de Lai gerou reações de países ocidentais, que consideram a aplicação da lei de segurança nacional uma forma de perseguição política. A pressão internacional pela sua libertação tem aumentado, com líderes políticos destacando a injustiça do processo.

Recentemente, o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez um apelo ao presidente chinês, Xi Jinping, solicitando a libertação de Lai, mencionando que a idade do empresário deveria ser considerada para um possível perdão.

A secretária de Relações Exteriores do Reino Unido, Yvette Cooper, também se manifestou contra a prisão de Lai, que possui cidadania britânica. Em uma declaração ao Parlamento, Cooper enfatizou que Lai está sendo perseguido por exercer seu direito à liberdade de expressão, qualificando a situação como uma perseguição política inaceitável.

Durante a leitura da sentença, aproximadamente 15 representantes de consulados ocidentais, incluindo os dos EUA, Reino Unido e União Europeia, estavam presentes, evidenciando a preocupação internacional com a situação dos direitos humanos em Hong Kong.

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