Bolsas asiáticas encerram pregão em tendência mista devido a impasse no Estreito de Ormuz

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Bolsas asiáticas apresentam desempenho misto em meio a tensões no Oriente Médio.

As bolsas asiáticas encerraram o pregão sem uma direção clara, refletindo a incerteza nas negociações sobre a reabertura do Estreito de Ormuz. Este impasse contribuiu para a elevação dos preços do petróleo e gerou preocupações sobre a inflação e a trajetória das taxas de juros nas principais economias globais.

Na Coreia do Sul, o índice Kospi teve um ganho de 0,73%, atingindo 6.345,53 pontos, impulsionado pelas ações do setor de tecnologia. Destaque para a Samsung, que subiu 4,13%, e a SK Hynix, que registrou uma alta de 0,35%.

Em Hong Kong, o índice Hang Seng caiu 1,10%, terminando o dia em 25.652,82 pontos. Por outro lado, em Taiwan, o Taiex avançou 0,43%, alcançando 45.120,72 pontos.

Na China continental, os índices apresentaram desempenho negativo. O Xangai Composto recuou 0,82%, fechando em 3.934,09 pontos, enquanto o Shenzhen Composto cedeu 0,46%, terminando em 2.577,62 pontos.

No Japão, as negociações não ocorreram devido a um feriado nacional. A bolsa australiana, na Oceania, encerrou o dia com um leve aumento de 0,19%, com o S&P/ASX 200 alcançando 9.250,60 pontos.

O foco do mercado permaneceu na situação do Estreito de Ormuz. A ausência de um acordo para reabertura da passagem, que é responsável por cerca de 20% do petróleo comercializado mundialmente, sustentou a alta dos preços da commodity. No final da madrugada, o barril de Brent subia mais de 2%, aproximando-se dos US$ 90, após um aumento de 5% na sessão anterior.

A valorização do petróleo reacendeu temores relacionados à inflação e intensificou a atenção dos investidores em relação às ações dos bancos centrais, especialmente o Federal Reserve (Fed), diante da possibilidade de aumento das taxas de juros.

Com o impasse sobre o Estreito de Ormuz dominando as preocupações, os mercados asiáticos encerraram o dia em um cenário dividido, com o petróleo mantendo sua tendência de alta e um viés de cautela predominando entre os investidores.

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