Rogério Marinho critica atuação do STF e defende retorno da Corte à constitucionalidade

Compartilhe essa Informação

Senador Rogério Marinho critica atuação do STF e defende atribuições constitucionais dos Poderes.

O senador Rogério Marinho (PL-RN) manifestou sua insatisfação com a atuação do Supremo Tribunal Federal (STF) em declarações feitas nesta segunda-feira. Ele comparou a Corte a “uma delegacia de polícia”, enfatizando que suas ações se assemelham a disputas irrelevantes.

Durante uma entrevista, Marinho pediu que o STF retornasse ao seu papel original como uma corte constitucional. A questão surgiu em meio a discussões sobre o impeachment de ministros da Corte.

Como coordenador da campanha presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), Marinho também abordou a instabilidade institucional que o Brasil enfrenta atualmente, destacando a importância de que cada Poder respeite suas atribuições constitucionais.

O senador criticou, ainda, a reunião entre os ministros Alexandre de Moraes e Cristiano Zanin com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Davi Alcolumbre (União-AP). Para ele, a imprensa tratou o encontro como algo normal, quando, na verdade, não seria apropriado para um ministro se envolver em tal interlocução política.

A reunião visava estabelecer um acordo de paz entre Lula e Alcolumbre, após tensões surgidas pela rejeição da indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, ao STF.

Marinho expressou sua opinião de que “esse não é o papel de um ministro do Supremo Tribunal Federal”, alertando que essas situações não devem ser banalizadas.

Quando questionado sobre a posição da campanha de Flávio Bolsonaro em relação ao impeachment de ministros do STF, Marinho reafirmou que tal medida deve ser considerada apenas em casos de “crime de responsabilidade”, que deverá ser investigado se houver uma ação nesse sentido.

Ele mencionou que já havia assinado pedidos de impeachment de ministros anteriormente, mas que esses requerimentos não avançaram no Congresso Nacional. Marinho espera que, se houver uma maioria suficiente, os processos sejam instalados, garantindo que os investigados tenham o direito de se defender.

Recentemente, uma decisão da 4ª Vara da Fazenda Pública determinou a comunicação ao TRE-RJ e ao TSE sobre a situação do ex-governador, que contesta a medida, alegando que o prazo da punição terminou em 31 de julho.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *