Vítimas solicitam liberação total dos arquivos do caso Epstein
Vítimas de Epstein fazem apelo por divulgação de arquivos durante o Super Bowl
Durante o Super Bowl, um vídeo impactante foi apresentado, onde vítimas do bilionário Jeffrey Epstein pedem a liberação de todos os arquivos relacionados ao caso. O apelo foi direcionado a Pamela Bondi, chefe do Departamento de Justiça dos EUA.
O vídeo, produzido em parceria com uma organização de defesa das vítimas do tráfico sexual, destaca a importância da Lei de Transparência dos Arquivos de Epstein, sancionada em novembro de 2025. Até o momento, cerca de 3 milhões de arquivos permanecem não divulgados.
A legislação, aprovada pelo presidente Donald Trump, exige que o Departamento de Justiça torne públicas todas as informações da investigação sobre Epstein. Isso inclui e-mails, conversas com aliados e sócios, além de documentos variados como manuscritos e artigos de notícias.
No vídeo, várias vítimas aparecem segurando fotografias de sua adolescência. A ativista Annie Farmer, uma das vozes principais do movimento, expressa a união das vítimas ao afirmar: “Depois de anos mantidas separadas, estamos juntas. Porque essa garota merece a verdade”.
O vídeo também contém uma mensagem clara: “Apoie-nos, diga à chefe do DOJ Pam Bondi que é hora da verdade”. Essa chamada à ação visa mobilizar o público em favor da transparência e justiça.
O anúncio durante o intervalo do Super Bowl, que alcança uma audiência de aproximadamente 130 milhões de pessoas, ocorre após o Departamento de Justiça ter divulgado mais de 3,5 milhões de documentos sobre Epstein no final de janeiro. Esses documentos estão disponíveis em um site público, mas a divulgação representa apenas metade dos arquivos revisados pelo departamento, levantando suspeitas sobre um possível acobertamento.
A atuação de Bondi tem sido alvo de críticas, especialmente após o DOJ retirar documentos que poderiam identificar vítimas, justificando a ação como resultado de erros técnicos ou humanos. Essa situação destaca a necessidade de maior responsabilidade e transparência nas investigações relacionadas a casos de abuso e exploração.
O cargo de “attorney general” nos Estados Unidos, que Bondi ocupa, não possui um equivalente exato no Brasil. Embora tenha algumas funções similares ao Ministério da Justiça brasileiro, o “attorney general” também representa o governo em questões jurídicas e pode atuar em casos perante a Suprema Corte dos EUA.
Essa complexidade na estrutura do Departamento de Justiça ressalta a importância de um acompanhamento rigoroso das ações e decisões que impactam as vítimas de crimes como os cometidos por Epstein.
