Flávio Bolsonaro propõe cortes de impostos, redução de ministérios e reavaliação da Reforma Tributária em seu programa de governo

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Flávio Bolsonaro apresenta plano de governo com foco em crescimento econômico e redução de custos.

O senador Flávio Bolsonaro, candidato do PL à Presidência da República, divulgou seu plano de governo com o objetivo de impulsionar o crescimento econômico do Brasil, diminuir o custo de vida e implementar uma gestão mais eficiente nas contas públicas. O programa, intitulado “Para o Brasil Vencer o Atraso”, visa alcançar um crescimento sustentado de 4% ao ano na próxima década, além de prever investimentos de R$ 900 bilhões em infraestrutura nos próximos quatro anos.

Com 76 páginas, o plano sugere a extinção de pelo menos dez ministérios e a revisão da reforma tributária, com a intenção de reduzir o Imposto sobre Valor Agregado (IVA). Contudo, não foram fornecidos detalhes sobre a implementação dessas medidas.

Na esfera da política externa, o foco será no comércio bilateral, evitando alinhamentos ideológicos. O programa também propõe a retomada do programa Casa Verde Amarela, que substituiu o Minha Casa, Minha Vida durante o governo anterior.

As propostas estão organizadas em nove eixos, destacando iniciativas como “Brasil Mais Barato”, “Brasil que Prospera” e “Brasil que Não Volta Atrás”. A estratégia econômica enfatiza o equilíbrio fiscal, a redução da burocracia e o estímulo ao investimento privado, visando aumentar a competitividade em setores como agropecuária, indústria e serviços.

O compromisso de Flávio Bolsonaro é, segundo o documento, modernizar a gestão pública e posicionar o Brasil como a sétima maior economia do mundo, enquanto critica o aumento do custo de vida e a perda do poder aquisitivo das famílias.

No aspecto econômico, o plano busca dobrar o ritmo de crescimento da economia, que, segundo o documento, tem se mantido em torno de 2% ao ano nas últimas duas décadas. Para isso, Flávio propõe priorizar investimentos privados e criar um ambiente de segurança jurídica para as empresas.

Um dos principais compromissos do plano é investir R$ 900 bilhões em infraestrutura, com foco em rodovias, ferrovias, portos e aeroportos, além da criação de “Corredores Logísticos Inteligentes” e a retomada de obras hídricas no Nordeste.

Na área de energia, o plano inclui a expansão do refino de petróleo e gás, o fortalecimento dos biocombustíveis e a redução das tarifas de eletricidade, mantendo a tarifa social para famílias de baixa renda.

O eixo “Brasil Mais Barato” abrange a revisão de impostos e a desoneração de combustíveis e energia elétrica, com o objetivo de diminuir os encargos que impactam o custo de vida. A proposta também sugere investimentos em logística e armazenamento de alimentos para minimizar perdas na produção agrícola.

Além disso, o plano relaciona a redução de juros e inflação à reestruturação das contas públicas e ao equilíbrio da dívida nacional, incluindo a promoção de educação financeira para as famílias.

Na área fiscal, Flávio Bolsonaro promete um “choque de gestão”, que implica na extinção de ministérios, cortes de cargos comissionados e a eliminação de supersalários no serviço público, visando equilibrar as contas e controlar a inflação.

A proposta fiscal também contempla medidas para combater fraudes na Previdência e digitalizar a gestão do INSS, buscando eficiência e agilidade nos serviços.

O plano também se concentra na redução do custo de contratação formal, com a proposta de contratos mais acessíveis para jovens e pessoas com mais de 50 anos. A ideia é estimular a contratação de trabalhadores sem experiência e promover a prevalência do “negociado sobre o legislado”.

Para novos empreendedores, a proposta “Minha Primeira Empresa” visa desburocratizar a abertura de negócios e oferecer capacitação. A Caixa Econômica Federal seria transformada em um “Banco da Prosperidade”, facilitando o acesso ao crédito.

O programa “Ganha-Ganha” pretende criar um histórico positivo para beneficiários que cumpram etapas de qualificação, facilitando o acesso a crédito e melhores condições financeiras.

Na área habitacional, Flávio propõe a retomada do programa Casa Verde e Amarela, com a meta de construir 2,5 milhões de residências e oferecer financiamentos a juros baixos.

A modernização tecnológica é um componente essencial do plano, que prevê a digitalização de serviços públicos e a criação de uma identidade digital única. O candidato acredita que a digitalização pode reduzir custos e melhorar a eficiência

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