Supremo Tribunal da França considera que restrição de redes sociais para menores de 15 anos fere liberdade de expressão

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França bloqueia lei que proíbe redes sociais para menores de 15 anos

O Conselho Constitucional da França decidiu, na última sexta-feira (14), bloquear uma legislação que visava proibir o acesso de menores de 15 anos às redes sociais. A corte argumentou que a medida infringia a liberdade de expressão.

A proposta de proibição havia sido aprovada pelo Parlamento francês semanas antes e estava programada para entrar em vigor em setembro. O objetivo era impedir que crianças com menos de 15 anos criassem contas em plataformas sociais.

Desafios na verificação de idade

Um dos principais pontos levantados pelo tribunal foi a dificuldade de implementar um sistema eficaz de verificação de idade. Para o Conselho Constitucional, a lei exigiria que todos os usuários, incluindo adultos, comprovassem sua idade para acessar essas plataformas.

A corte destacou que o texto legislativo não estabelecia claramente as condições e limites necessários para essa verificação, o que gerava incertezas jurídicas quanto ao cumprimento da norma.

Aprovação da lei em julho

A proibição foi aprovada pelas duas casas do Parlamento francês em 21 de julho, com a determinação de que menores de 15 anos não poderiam abrir novas contas em redes sociais a partir de 1º de setembro. As plataformas teriam um prazo de quatro meses para encerrar contas já existentes.

Além disso, as empresas seriam obrigadas a implementar sistemas de verificação de idade que fossem aprovados pelo órgão francês responsável pela proteção de dados. Essa proposta fazia parte de uma estratégia do governo francês para reduzir o acesso de crianças e adolescentes às redes sociais, com o apoio do presidente Emmanuel Macron.

Se a lei tivesse sido aprovada, a França se tornaria o primeiro país da União Europeia a estabelecer uma proibição abrangente para menores de 15 anos. Já a Austrália havia adotado uma medida semelhante, restringindo o uso de algumas plataformas para menores de 16 anos.

A decisão do Conselho Constitucional impede, por enquanto, a implementação da proibição conforme os termos que foram aprovados pelo Parlamento.

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