Poder de compra do avicultor atinge menor nível em seis meses devido à crise dos ovos

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Avicultores enfrentam queda no poder de compra devido ao aumento dos insumos e queda nos preços dos ovos.

O poder de compra do avicultor paulista atingiu o menor nível desde janeiro de 2026, refletindo uma situação alarmante para os produtores no interior de São Paulo. Este cenário é resultado da combinação entre a queda nos preços dos ovos e o aumento nos custos do milho e do farelo de soja, insumos essenciais para a avicultura.

As relações de troca entre ovos e insumos como milho e farelo de soja apresentaram diminuições tanto em comparação mensal quanto anual. Os dados são provenientes de análises realizadas por um centro de estudos especializado em economia aplicada.

Os preços dos ovos brancos e vermelhos mostraram uma queda significativa entre junho e julho. O preço comercial da caixa de ovos vermelhos, que contém 30 dúzias, foi de R$ 146 em 31 de julho, enquanto os ovos brancos fecharam a R$ 134. Em junho, os valores eram de R$ 151 e R$ 135, respectivamente.

Esse levantamento considera o preço dos ovos vendidos ao comerciante, em caixas de 30 dúzias, com pagamento à vista. Em contrapartida, os preços do milho tiveram um aumento durante o mesmo período.

O indicador do milho, no interior de São Paulo, encerrou julho com uma cotação de R$ 65,25 por saca de 60 kg, apresentando uma alta acumulada de cerca de 3%. Essa valorização ocorre apesar da pressão da colheita da segunda safra.

Os preços da soja também foram impactados, com a saca sendo cotada a R$ 144,1 no final de julho. Em junho, o milho estava a R$ 63,5 e a soja a R$ 133,5.

O mercado de milho observou uma retração de compradores, que aguardavam a colheita da segunda safra, enquanto os vendedores estavam focados nos trabalhos de campo. No caso do farelo de soja, a alta nos preços foi sustentada pela firme demanda tanto interna quanto externa, o que elevou os prêmios de exportação no Brasil.

Nas regiões monitoradas, os preços dos ovos caíram mais de 15% no final de julho em relação ao mês anterior. Essa desvalorização é atribuída à demanda desaquecida e à alta oferta interna.

Produtores já esperavam uma diminuição nas vendas em julho, um padrão típico do período. No entanto, a pressão sobre os preços foi mais intensa do que em anos anteriores, devido à produção interna elevada, que acentuou o desequilíbrio entre oferta e demanda.

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