Quatro Estados e Minas Gerais podem definir a eleição de 2026
Minas Gerais e outros estados desempenham papel crucial nas eleições de 2026.
A importância de Minas Gerais no contexto político brasileiro se destaca não apenas pela quantidade de eleitores, mas também pela diversidade econômica e social que reflete nas urnas. Com 16,3 milhões de eleitores, o estado representa 10,32% do total do eleitorado nacional, ocupando a segunda posição no ranking de colégios eleitorais do Brasil.
Historicamente, o comportamento eleitoral em Minas Gerais tem sido um termômetro para as tendências nacionais. Desde 1989, quando o voto direto foi restabelecido, nenhum presidente eleito perdeu no estado, evidenciando sua relevância nas disputas eleitorais.
No segundo turno das eleições presidenciais de 2022, os resultados em Minas Gerais foram notavelmente próximos da média nacional. Enquanto a votação em todo o país se encerrou em 50,90% para Luiz Inácio Lula da Silva e 49,10% para Jair Bolsonaro, em Minas, Lula obteve 50,20% e Bolsonaro 49,80% dos votos válidos.
A vitória de Lula se concentrou em 564 municípios, especialmente no Norte de Minas, no Vale do Jequitinhonha e na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Por outro lado, Bolsonaro teve vantagem em 289 cidades, especialmente nas regiões do Sul de Minas e Triângulo Mineiro, áreas com forte presença do agronegócio e importantes centros industriais.
O eleitorado feminino é predominante em Minas, representando 52,48% do total de eleitores registrados. Uma característica marcante do estado é a tendência dos eleitores em escolher candidatos de diferentes orientações políticas para os cargos executivos estadual e federal.
Em 2022, o eleitorado mineiro reelegeu o governador Romeu Zema no primeiro turno, ao mesmo tempo em que concedeu a maioria dos votos presidenciais a Lula, demonstrando essa dinâmica peculiar.
Além de Minas Gerais, outros quatro estados brasileiros possuem um peso significativo nas eleições, concentrando mais da metade do eleitorado nacional. Juntas, essas cinco unidades da federação representam 52,45% do total, somando mais de 83,2 milhões de eleitores.
Dados recentes mostram que São Paulo lidera com 34,1 milhões de eleitores, seguido por Minas Gerais, Rio de Janeiro com 12,85 milhões, Bahia com 11,32 milhões e Paraná com 8,6 milhões de eleitores, formando um bloco eleitoral estratégico para os candidatos à presidência.
O avanço do Norte e do Centro-Oeste
Nos próximos anos, o interior do país, impulsionado por investimentos e expansão do varejo, apresenta a maior taxa de crescimento da base eleitoral entre 2022 e 2026. A Região Norte, em particular, registra um aumento de 4,37%, alcançando mais de 13,1 milhões de eleitores, enquanto o Centro-Oeste, forte em exportações agropecuárias, cresceu 3,97% no número de eleitores.
Embora o Nordeste tenha registrado a maior adição em termos absolutos, com 1,13 milhão de novos votantes, o Sudeste apresentou uma leve queda de 0,56%, mas ainda mantém a liderança nacional.
As metrópoles que concentram decisões
No cenário municipal, a cidade de São Paulo se destaca com 9,13 milhões de eleitores aptos, seguida por Rio de Janeiro com 4,95 milhões, Belo Horizonte com 1,96 milhão, Salvador com 1,95 milhão e Fortaleza com 1,79 milhão. Essas capitais são fundamentais para a dinâmica eleitoral e as decisões políticas no Brasil.
