Alckmin afirma que processo de reciprocidade com os EUA não é retaliação e descarta interesse em retaliar
Geraldo Alckmin afirma que abertura de processo de reciprocidade não é retaliação aos EUA.
O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, afirmou que a abertura do processo de reciprocidade em resposta às tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros não configura uma retaliação. A declaração foi feita durante a conferência anual do Santander.
Alckmin destacou que o governo brasileiro não tem intenção de retaliar e enfatizou que a abordagem “olho por olho” não é benéfica, pois pode resultar em um impasse para todos os envolvidos. Ele reafirmou a disposição do Brasil em continuar as negociações com os Estados Unidos, expressando otimismo em relação a um possível acordo para eliminar as sobretaxas comerciais.
O vice-presidente pediu paciência, ressaltando que as negociações devem seguir um ritmo cuidadoso e que não se espera uma solução imediata. Ele acredita que um entendimento entre os dois países é viável e que o Brasil permanece comprometido com o diálogo.
Alckmin também comentou sobre a importância de o Brasil manter boas relações tanto com os Estados Unidos quanto com a China. Ele lembrou que a China é o principal destino das exportações brasileiras, enquanto os Estados Unidos são a maior fonte de investimentos internacionais no país.
O vice-presidente concluiu que cultivar amizades com ambas as nações é o caminho mais prudente para o Brasil, destacando a necessidade de uma estratégia diplomática equilibrada.
As tarifas dos EUA, que podem alcançar até 37,5%, motivaram a adoção da Lei da Reciprocidade, aprovada pelo Congresso e sancionada em 2025, que permite ao Brasil aplicar medidas equivalentes em resposta a restrições comerciais impostas por outros países.
