Candidaturas registradas em 2026 apresentam queda de 30% em relação a 2022
Redução no número de candidaturas marca o início das campanhas eleitorais de 2026.
Na noite do último sábado (16), o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) encerrou o prazo para registro de candidaturas às eleições de 2026, dando início ao período de campanhas eleitorais.
Este ano, o total de nomes na disputa é significativamente menor em comparação ao pleito anterior. Ao todo, 19,3 mil concorrentes buscam cargos na Presidência da República, nos governos estaduais, na Câmara dos Deputados, nas assembleias legislativas e na Câmara Legislativa do Distrito Federal. Em 2022, o número de candidatos era de 28,1 mil, resultando em uma redução superior a 30%.
A maior diminuição foi observada nas candidaturas para as eleições proporcionais. O total de candidatos a deputado federal caiu de 10,6 mil para 7,6 mil. Para deputado estadual, a redução foi de 16,7 mil para 11 mil. Na disputa pelas cadeiras de deputado distrital, o número diminuiu de 608 para 420.
Entre os cargos de escolha majoritária, permanecem 13 chapas na corrida pelo Planalto. Nos governos estaduais, o número de concorrentes passou de 224 em 2022 para 196 neste ano.
O TSE atualiza o número de candidaturas analisadas de hora em hora, e mudanças podem ocorrer em caso de cancelamento por ordem judicial ou conclusão de eventuais processos pendentes.
Eleições ao Senado
A disputa para o Senado em 2026 apresenta diferenças em relação à realizada em 2022. Na eleição anterior, estava em jogo uma vaga por Estado, enquanto desta vez serão duas. Cada partido ou federação pode lançar até dois nomes para substituir ou reeleger os senadores eleitos em 2018.
A comparação com 2018 também revela uma queda no número de candidatos. Naquele ano, 357 candidatos concorreram como titulares ao Senado, enquanto em 2026, o total é de 315.
Nominatas em queda
Um dos principais fatores que contribuem para a redução no número de candidaturas é o menor número de partidos participando da disputa de forma independente. Em 2022, o Brasil contava com 32 siglas, das quais sete estavam reunidas em três federações. Em 2026, são 30 partidos, com 11 agrupados em cinco federações.
Cada federação deve encaminhar uma única nominata à Justiça Eleitoral e compartilhar o limite de concorrentes de cada Estado como se fosse um só partido. Em 2022, havia 28 listas para as eleições proporcionais, enquanto neste ano são 24.
Desde 2021, o total de candidatos que cada partido ou federação pode lançar nas eleições proporcionais corresponde ao número de vagas em disputa no respectivo Estado acrescido de uma. Essa regra se aplica tanto à Câmara dos Deputados quanto às assembleias estaduais e à Câmara Legislativa do Distrito Federal.
