Alckmin rejeita retaliação com Trump e propõe amizade entre Brasil, EUA e China
Alckmin critica tarifas dos EUA e defende relações comerciais equilibradas
O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, manifestou sua insatisfação em relação às tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, classificando-as como “injustas e descabidas”.
No final de julho, os Estados Unidos implementaram novas taxas que elevaram a alíquota total para 37,5%. De acordo com análises de comércio global, o Brasil tornou-se o segundo país com a maior tarifa efetiva média entre os parceiros comerciais dos EUA, com uma alíquota de 17,7%, superado apenas pela China, que possui 27,2%.
Durante a 27ª Conferência Anual do Santander, realizada em São Paulo, Alckmin destacou que o Brasil não é o problema nas relações comerciais. Ele mencionou que, nos últimos 15 anos, os EUA tiveram um superávit comercial com o Brasil de quase meio trilhão de dólares.
O vice-presidente também comentou sobre a Lei da Reciprocidade, que foi aprovada por unanimidade, ressaltando que o Brasil não busca retaliar os Estados Unidos. “Não é a retaliação que interessa. Olho por olho, o máximo que pode acontecer é todo mundo ficar cego”, afirmou Alckmin.
Alckmin reiterou a intenção do Brasil de combater as tarifas injustas e expressou otimismo quanto à possibilidade de reverter essa situação. Ele enfatizou que o Brasil permanecerá na mesa de negociações e pediu paciência para que as questões comerciais avancem positivamente.
Em relação à rivalidade comercial entre os Estados Unidos e a China, Alckmin enfatizou que o Brasil deve manter boas relações com ambos os países. Ele destacou que a China é o maior comprador de produtos brasileiros, enquanto os EUA são o principal investidor no Brasil. “O Brasil tem que defender os seus interesses e não brigar com nenhum dos dois”, afirmou.
Além disso, Alckmin anunciou que o próximo acordo comercial do Mercosul está sendo negociado com o Canadá, destacando a importância de diversificar parcerias comerciais.
