Ministro sinaliza que reciprocidade do Brasil em relação aos EUA não será implementada em 2023
Ministro sinaliza que medidas de reciprocidade com os EUA podem ser adiadas para o próximo governo.
Uma possível decisão sobre a imposição de medidas de reciprocidade em relação aos Estados Unidos pode ser adiada para o próximo governo, conforme declarou o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Rosa.
Em uma entrevista recente, Rosa explicou que o protocolo necessário para a aplicação da reciprocidade segue um processo que dificilmente será concluído antes de dezembro deste ano. Atualmente, o governo brasileiro está realizando consultas internas em diversos ministérios para avaliar o impacto das tarifas que os EUA impuseram sobre produtos brasileiros.
O ministro expressou sua expectativa de que, apesar da limitação de tempo, seja possível negociar e resolver, ou pelo menos mitigar, as questões relacionadas às tarifas antes do final do ano.
A partir de julho, os Estados Unidos implementaram novas tarifas sobre uma parte das exportações brasileiras, que podem chegar a 37,5% para alguns produtos. Essas medidas foram justificadas com base em alegações de práticas comerciais desleais e na suposta fragilidade da legislação brasileira no combate ao trabalho forçado.
Em agosto, o governo brasileiro anunciou o início de um processo de reciprocidade em resposta às tarifas, que afetam cerca de 2 mil produtos brasileiros exportados para os EUA.
Mais cedo, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, manifestou otimismo em relação à possibilidade de avanço nas negociações com os Estados Unidos após as eleições presidenciais de outubro.
No entanto, Rosa ressaltou que as negociações relacionadas às tarifas não estão vinculadas ao período eleitoral, pelo menos do lado brasileiro, indicando que o governo está comprometido em buscar soluções independentemente do cenário político.
