Rui Costa Pimenta afirma que Estado não deve ser religioso em debate sobre aborto
Candidato defende legalização do aborto e liberação de drogas em entrevista.
O candidato à Presidência da República pelo PCO, Rui Costa Pimenta, expressou sua posição sobre a legalização do aborto e a liberação de drogas em uma entrevista recente. Ele argumenta que a proibição do aborto é uma imposição moral e religiosa, defendendo que o Estado brasileiro deve ser laico.
Segundo Costa Pimenta, a proibição do aborto representa um problema moral que não deve ser imposto a todos. Ele afirma que cada indivíduo deve ter a liberdade de escolha, destacando que a decisão de abortar deve ser respeitada, independentemente das crenças pessoais de cada um.
“O Estado deveria ser laico, não um Estado religioso. Não tem por que aprovar leis que atendem a preceitos religiosos”, afirmou. Ele enfatizou que o aborto deve ser visto como uma medida emergencial, utilizada em situações desesperadoras, e que o foco da política de governo deve ser a maternidade.
O candidato também ressaltou a importância de criar condições adequadas para que as pessoas possam ter filhos, como um atendimento de saúde de qualidade, creches, e facilidades no trabalho para amamentação e cuidado das crianças.
LIBERAÇÃO DA MACONHA
<pEm relação ao consumo de drogas, Costa Pimenta afirmou que, embora o PCO seja “filosoficamente” contra, é favorável à liberação. Ele acredita que a proibição é mais prejudicial do que a liberação e que as pessoas não deveriam ser penalizadas por suas escolhas pessoais.
Ele mencionou que muitas pessoas estão presas devido ao tráfico de drogas, considerando essa situação um crime moral. “Se a pessoa quer consumir, é direito dela”, declarou, reafirmando a posição do partido sobre a liberdade individual.
QUEM É RUI COSTA PIMENTA
Rui Costa Pimenta, de 69 anos, iniciou sua trajetória política no movimento estudantil durante a ditadura militar. Ele foi um dos fundadores do Partido dos Trabalhadores em 1980, representando a tendência da causa operária. Após romper com os petistas em 1992, fundou o PCO, partido que preside até hoje.
Esta é a quarta vez que ele concorre à Presidência da República, tendo participado das eleições em 2002, 2010 e 2014.
