Dario Durigan divulga aumento do salário mínimo para R$ 1.741 em 2027
Nova estimativa para o salário mínimo é anunciada pelo ministro da Fazenda.
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, revelou a nova previsão para o salário mínimo, que deverá aumentar de R$ 1.621 para R$ 1.741 até 2027. Essa alteração será incluída no projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) que será apresentado ao Congresso Nacional até o final deste mês.
A expectativa de aumento é de 7,4%, um percentual que excede em mais de dois pontos a previsão do mercado para a inflação no final de 2026, estimada em 5,02%. Além disso, o novo valor também é superior aos R$ 1.717 que estavam previstos no projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias para 2027.
O valor do salário mínimo é uma questão importante, pois impacta diretamente a economia e a vida de milhões de brasileiros. O montante atual é provisório e será ajustado após a divulgação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) pelo IBGE em novembro. Este índice é fundamental para o cálculo do salário mínimo do ano seguinte, considerando a inflação e o crescimento do PIB de dois anos anteriores, respeitando o limite de ganho real estabelecido pelo arcabouço fiscal.
Durigan enfatizou que essa projeção está alinhada com a política de valorização do salário mínimo implementada desde o início do mandato do presidente Lula, com o objetivo de beneficiar a população mais vulnerável. O ministro destacou a importância de manter essa valorização como parte da estratégia do governo para enfrentar os desafios econômicos.
Além disso, o ministro mencionou que a Fazenda espera um superávit fiscal em 2027. Ele afirmou que as medidas adotadas visam trazer racionalidade às finanças públicas, garantindo que o crescimento do salário mínimo supere as despesas obrigatórias, que são amplamente consideradas no orçamento.
O governo também descartou a ideia de desindexação entre o salário mínimo e os benefícios sociais. Com essa decisão, o aumento do salário mínimo deverá ser refletido nos valores do Benefício de Prestação Continuada, no Instituto Nacional do Seguro Social e no seguro-desemprego, além de influenciar a taxa de contribuição previdenciária para microempreendedores individuais.