Zema questiona se houve disparo de tiro ao defender anistia para condenados pelos atos de 2023

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Romeu Zema propõe anistia para condenados pelos atos de 8 de janeiro.

O candidato à presidência pelo Partido Novo, Romeu Zema, manifestou apoio à anistia para mais de mil pessoas condenadas por atos antidemocráticos ocorridos em 8 de janeiro de 2023. Esses eventos foram considerados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) como uma tentativa de golpe de estado no Brasil.

Entre os condenados está o ex-presidente Jair Bolsonaro, que sempre teve Zema como aliado e atualmente se encontra em prisão domiciliar. Durante uma entrevista à Rede Globo, Zema questionou se houve disparo de tiros durante os acontecimentos, classificando as ações como vandalismo. Ele criticou a atuação do STF, alegando que os tribunais estão mais envolvidos em política do que em justiça.

O candidato também se posicionou como defensor de processos de impeachment contra ministros do STF, especialmente Alexandre de Moraes, que é o relator dos casos relacionados aos eventos de 8 de janeiro. Zema, enquanto governador de Minas Gerais, já havia protocolado pedidos de impedimento no Congresso.

Dívida Pública e reajuste salarial

Durante a sabatina, Zema foi questionado sobre a dívida pública do Brasil, que ultrapassa R$ 10 trilhões, e sobre seu histórico como governador de Minas Gerais, onde a dívida cresceu cerca de 100% durante seu mandato. Ele atribuiu o aumento à herança deixada pelos anos 1990 e ao que chamou de agiotagem do governo federal, referindo-se à taxa básica de juros definida pelo Banco Central.

Ele destacou que, ao assumir o governo em 2019, a dívida representava 192% da receita corrente, mas conseguiu reduzir para 160% ao deixar o cargo para concorrer à presidência.

Zema também foi confrontado sobre a contradição entre sua defesa de austeridade e os 300% de reajuste salarial que concedeu a si mesmo, ao vice-governador e aos secretários, enquanto não ofereceu aumentos aos demais servidores. Ele justificou essa decisão afirmando que doou seus salários para instituições beneficentes e que os salários dos secretários eram inferiores aos de secretários de educação de cidades menores.

Posição sobre vacinação

O candidato ainda se posicionou sobre a vacinação, defendendo o direito de cada indivíduo de optar por não se vacinar. Ele comentou os surtos de sarampo no Brasil, que ocorrem em meio a uma onda de desinformação nas redes sociais sobre vacinas.

Zema afirmou que é um direito do cidadão recusar a vacina e que o governo não deve impor essa obrigação. Ele argumentou que o governo também não toma medidas suficientes contra a criminalidade, que, segundo ele, causa mais mortes do que as doenças.

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