Augusto Cury critica juros do crédito rural e propõe mandato para ministros do STF

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Augusto Cury apresenta propostas para o agronegócio em entrevista

O candidato à Presidência da República pelo Avante, Augusto Cury, foi o primeiro entrevistado da série de conversas com os candidatos ao Palácio do Planalto promovida por veículos do setor. A entrevista ocorreu nesta segunda-feira (24) e foi conduzida por um mediador, com a participação de especialistas na área.

A ordem das entrevistas foi definida por sorteio realizado em julho, envolvendo as assessorias das campanhas. A série reúne os seis candidatos mais bem posicionados nas principais pesquisas de opinião.

Produtor rural, Cury compartilhou sua experiência no campo e apresentou propostas focadas no agronegócio, abordando temas relevantes como o financiamento rural, a dívida dos produtores e a necessidade de investimentos na produção.

Durante a conversa, o candidato criticou os altos juros praticados no setor, que classificou como “insanidade” e “crueldade”. Ele defendeu a captação de recursos estrangeiros para aumentar a oferta de crédito ao agronegócio e destacou a importância de aumentar a produção de grãos e a formação de mão de obra especializada.

Além disso, Cury reafirmou a importância do Plano Safra, embora tenha apontado sua insuficiência para atender às demandas da produção agrícola brasileira. Ele ressaltou a necessidade de trazer investimentos externos, propondo que pelo menos US$ 200 bilhões sejam direcionados para o setor, assegurados e com taxas de juros mais baixas.

O candidato enfatizou a gravidade da situação de endividamento dos produtores rurais, mencionando como fatores externos, como a guerra e a variação do câmbio, afetam a situação do agricultor. Cury argumentou que a saúde financeira dos produtores deve ser uma prioridade, assim como a saúde mental deles, dada a pressão constante que enfrentam.

O acesso ao seguro agrícola também foi abordado, com Cury ressaltando que apenas uma pequena parte da safra brasileira conta com essa proteção. Ele defendeu políticas governamentais que facilitem o acesso ao seguro, o que poderia permitir condições mais favoráveis para os empréstimos.

A insegurança jurídica, especialmente em relação à regularização fundiária, foi outro ponto destacado pelo candidato. Segundo ele, a falta de segurança jurídica impede o produtor de acessar crédito e limita seu desenvolvimento. Cury propôs um compromisso do governo para melhorar essa situação e promover a regularização fundiária.

Ao se referir às reformas necessárias no país, Cury criticou a polarização política e a necessidade de unir esforços para resolver os problemas do agronegócio. Ele destacou a importância de discutir ideias sem a criação de inimigos, enfatizando que os desafios enfrentados pelo Brasil transcendem as divisões partidárias.

O candidato concluiu reforçando que se propõe a construir pontes e colaborar com vários setores para encontrar soluções viáveis para os desafios do país e do agronegócio em particular.

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