Apenas 27 parlamentares em fim de mandato não concorrerão nas próximas eleições

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Veteranos do Congresso não buscam reeleição nas eleições de outubro.

Apenas 27 dos 567 congressistas que ocupam as cadeiras a serem renovadas este ano decidiram não disputar nenhum cargo nas eleições de outubro. Essa cifra representa apenas 4,8% do total, sendo composta por 14 deputados e 13 senadores.

Entre os que não concorrem, destacam-se parlamentares de longa data, como Paulo Paim e Aécio Neves, ambos com uma trajetória no Congresso desde 1987. Paim, aos 76 anos, optou por não buscar um quarto mandato, afirmando que é hora de “passar o bastão” para novas lideranças. Aécio, por sua vez, aos 66 anos, não concorrerá a uma eleição geral pela primeira vez desde 1986 e, como presidente nacional do PSDB, pretende focar na reorganização do partido.

A ampla maioria dos congressistas atuais estará nas urnas. Na Câmara dos Deputados, 438 dos 513 deputados em exercício buscam reeleição ou concorrem a outros cargos. No Senado, 32 dos 54 senadores em cadeiras renováveis tentam a reeleição, enquanto nove disputam outros cargos ou fazem parte de chapas como suplentes.

Além dos 27 mencionados, existem sete deputados licenciados que também não concorrem. Esses deputados permanecem fora da contagem, pois suas cadeiras são ocupadas por suplentes. Entre eles, estão Guilherme Boulos e Alexandre Padilha, que continuam no governo federal, enquanto outros assumiram cargos na Prefeitura de Salvador ou na Secretaria das Cidades do Paraná.

Deputados que não concorrem

Deputados licenciados que também não concorrem

  • Alex Santana (Republicanos-BA)
  • Alexandre Padilha (PT-SP)
  • Fernando Giacobo (PSD-PR)
  • Guilherme Boulos (Psol-SP)
  • João Leão (PP-BA)
  • José Guimarães (PT-CE)
  • Luiz Marinho (PT-SP)

Senadores que não concorrem

Fim de ciclo reúne veteranos

Outros parlamentares também decidiram encerrar suas longas carreiras. Luis Carlos Heinze anunciou sua aposentadoria após quase três décadas no Congresso, enquanto Oriovisto Guimarães cumpriu a promessa de exercer apenas um mandato. Rodrigo Pacheco, ex-presidente do Senado, decidiu não concorrer ao governo de Minas e declarou que deseja “fechar o ciclo da política”. Flávio Arns e Jorge Kajuru também optaram por não se candidatar, considerando que já cumpriram suas metas políticas.

Na Câmara, Arnaldo Jardim não buscará um décimo mandato consecutivo, mas continuará ativo na política, apoiando a campanha presidencial de Ronaldo Caiado. Luiz Carlos Hauly anunciou uma “nova etapa” após mais de cinquenta anos de vida pública, enquanto Márcio Biolchi pretende migrar para a iniciativa privada.

Saúde tira parlamentares da disputa

Alguns parlamentares alegaram questões de saúde como motivo para não concorrerem. Eriberto Medeiros mencionou a necessidade de cuidar da saúde, e Eunício Oliveira também desistiu devido a tratamento médico. Ivete da Silveira, aos 82 anos, optou por não concorrer em razão de problemas de mobilidade.

Família mantém espaço nas urnas

A saída de alguns deputados coincide com candidaturas de seus familiares. Hercílio Coelho Diniz não buscará reeleição, enquanto seu filho, Vinícius Diniz, concorre à Câmara. José Rocha passará o bastão ao filho, Manuel Rocha. Paulinho da Força abriu espaço para o filho Alexandre Pereira, priorizando a liderança partidária.

No Acre, Meire Serafim não concorre, pois seu marido, Mazinho Serafim, está em campanha para deputado federal. Jorge Braz, do Rio de Janeiro, apoiará seu filho Alex Braz, que também é candidato à Câmara.

Negociações mudam planos no Senado

Alguns senadores se afastaram após tentativas frustradas de candidatura. Fernando Dueire pretendia concorrer à reeleição, mas não foi acolhido na chapa governista

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