Rússia nega acusações de interferência nas eleições da França
Rússia nega acusações de interferência nas eleições presidenciais francesas.
A Rússia refutou, nesta terça-feira, as alegações de que estaria tentando influenciar as próximas eleições presidenciais na França, classificando tais acusações como mera “propaganda anti-Rússia”.
As eleições estão agendadas para o próximo ano, onde os franceses escolherão o sucessor de Emmanuel Macron, que tem sido um forte defensor da Ucrânia desde que assumiu o cargo em 2017.
O governo francês expressa preocupação com a possibilidade de interferência russa, visando favorecer um candidato que se alinhe mais com os interesses do Kremlin, especialmente em meio ao conflito em curso na Ucrânia.
A Procuradoria da França iniciou uma investigação sobre possíveis tentativas de interferência russa envolvendo os ex-primeiros-ministros de centro-direita Édouard Philippe e Gabriel Attal, ambos candidatos à presidência, além do eurodeputado social-democrata Raphaël Glucksman.
A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, comentou que muitos candidatos estão utilizando a retórica sobre a “ameaça russa” como parte de suas campanhas, refletindo uma estratégia política que busca mobilizar apoio em torno do conflito.
Zakharova também destacou a expectativa de que os cidadãos franceses ajam com discernimento e não se deixem levar por essa “propaganda anti-Rússia” considerada de baixa qualidade.
O primeiro turno das eleições presidenciais está programado para abril do próximo ano, em um cenário político marcado por tensões e disputas ideológicas.
