Pesquisa revela que a inteligência artificial transforma a engenharia de confiabilidade e plataformas nas empresas

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A inteligência artificial está transformando a engenharia de confiabilidade e plataformas nas empresas.

A rápida expansão da inteligência artificial (IA) nas organizações está mudando significativamente o papel das equipes de Engenharia de Confiabilidade de Sites (SRE) e de Engenharia de Plataformas. Um recente estudo revelou que 67% dos profissionais de SRE consideram o monitoramento de modelos de IA como a principal aplicação de suas funções, superando atividades tradicionais como a resposta a incidentes e a gestão de SLOs.

Este levantamento surge em um momento em que uma empresa de tecnologia avança na aquisição de uma plataforma especializada em avaliação de modelos de IA. A pesquisa aponta que a demanda por ferramentas de avaliação de IA está crescendo rapidamente, enquanto a disponibilidade dessas ferramentas ainda é limitada. Mais de um terço dos engenheiros de plataformas identificaram a integração de ferramentas como um desafio significativo. A aquisição visa aprimorar a plataforma de observabilidade, unificando dados essenciais para desenvolvedores e operadores de modelos em produção.

Os dados do estudo indicam que SRE e Engenharia de Plataformas já são práticas bem estabelecidas em grandes empresas. A pesquisa revela que 92% das organizações recebem apoio da alta liderança para iniciativas de SRE, enquanto 89% das que adotam engenharia de plataformas implementaram uma plataforma interna para desenvolvedores, com 60% relatando ampla adoção por diferentes departamentos. Além disso, 73% das equipes de SRE e Engenharia de Plataformas colaboram e compartilham responsabilidades entre si.

Apesar do progresso, a IA ainda não atinge resultados satisfatórios em áreas críticas como a redução de custos e o tempo médio de resolução (MTTR). Quase metade dos profissionais de SRE entrevistados mencionou que a variedade de fontes de dados e métricas dificulta a gestão eficaz de SLOs.

Metade dos profissionais de SRE já utiliza recursos de IA para automatizar respostas a incidentes, enquanto 55% dos engenheiros de plataforma priorizam ferramentas de IA para desenvolvedores, como copilotos de programação. No entanto, a pesquisa revela uma abordagem cautelosa: as equipes estão focadas em garantir visibilidade e supervisão humana antes de expandir a automação, com o monitoramento de desempenho e precisão de modelos sendo a aplicação de IA mais comum entre os SREs.

Um especialista da área ressalta que, embora SRE e Engenharia de Plataformas tenham estabelecido as bases para a confiabilidade digital moderna, a Inteligência Artificial está mudando as regras do jogo. As empresas precisam evoluir de um modelo de gestão de sistemas para um de orquestração, conectando observabilidade, automação e IA para atender à velocidade das novas demandas.

Organizações nas Américas, como Estados Unidos, Brasil e México, estão se destacando em vários indicadores de desempenho em comparação com outras regiões. 57% relatam uma detecção e resposta a incidentes mais ágeis, e 54% notam melhorias no tempo de atividade dos serviços. A região também lidera em automação de conformidade regulatória incorporada à infraestrutura e na utilização de pipelines para implantação de aplicativos. No entanto, o maior desafio apontado pelos entrevistados nas Américas é a manutenção da padronização entre equipes.

A pesquisa foi realizada entre líderes sêniores de SRE, Engenharia de Plataformas e Operações de TI em várias regiões, refletindo um panorama atual das práticas e desafios enfrentados pelas empresas na era da inteligência artificial.

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