Estudo revela que micropausas no trabalho aumentam a produtividade

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A crença de que trabalhar sem parar aumenta a produtividade é contestada por estudos recentes.

Uma ideia comum no ambiente de trabalho é que passar longas horas em frente ao computador sem pausas resulta em maior produtividade. Essa noção, no entanto, tem sido desafiada por pesquisas que buscam entender a verdadeira relação entre tempo de trabalho e eficiência.

Um estudo significativo focou em cirurgiões, profissionais cuja concentração é crucial para o sucesso de suas operações. Os pesquisadores implementaram “micropausas” de 1,5 a 2 minutos a cada 20 ou 40 minutos durante procedimentos cirúrgicos, permitindo que os cirurgiões se alongassem e relaxassem brevemente.

Os resultados iniciais foram promissores, com 57% dos cirurgiões relatando melhorias no desempenho físico e 38% notando um aumento na concentração. Além disso, muitos participantes relataram redução de dores no pescoço, ombros e costas. Um segundo estudo da mesma equipe indicou que 100% dos cirurgiões sentiram que seu desempenho físico havia melhorado ou não piorado.

No entanto, quando análises mais rigorosas foram conduzidas, a empolgação diminuiu. Um ensaio clínico randomizado que investigou micropausas durante apendicectomias laparoscópicas não conseguiu identificar benefícios significativos em resistência muscular, precisão manual ou redução da fadiga. Resultados semelhantes foram observados em um estudo que simulou procedimentos de 90 minutos.

Para aqueles que não são cirurgiões, o cansaço geralmente resulta de atividades como digitação, análise de dados ou atendimento de chamadas. Um estudo recente com 2.300 participantes, incluindo profissionais de escritório e estudantes, revelou que a prática de fazer micropausas não é tão eficaz quanto se pensava para aumentar a produtividade ao longo de uma jornada de trabalho de oito horas.

Os dados sugerem que micropausas podem proporcionar uma leve, mas constante, melhoria nos níveis de energia e disposição. Elas também são eficazes na redução da sensação de fadiga, promovendo um ambiente de trabalho mais saudável.

Entretanto, o mesmo estudo aponta que, para tarefas que exigem esforço mecânico ou baixo nível cognitivo, as micropausas são benéficas. Por outro lado, para atividades que demandam intenso esforço mental, pausas curtas de apenas dois minutos não são suficientes. Pesquisadores indicam que o cérebro precisa de intervalos superiores a dez minutos para se recuperar adequadamente de tarefas cognitivamente exigentes.

Essa conclusão é corroborada por um experimento clássico que envolveu funcionários de escritório com queixas de dores no pescoço. Um software foi instalado para forçá-los a fazer pausas de 7 segundos a cada 5 minutos e 5 minutos a cada meia hora. Embora 55% dos participantes tenham relatado alívio dos sintomas, as mudanças objetivas na intensidade das dores não foram significativas, e não houve redução no número de afastamentos médicos.

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