Brasil continua na última posição em ranking global de corrupção, revela Transparência Internacional
Brasil continua em posição desfavorável no Índice de Percepção da Corrupção de 2025.
O Brasil manteve sua pior colocação no Índice de Percepção da Corrupção (IPC) em 2025, com 35 pontos em uma escala que vai de 0 a 100. Essa nota representa a segunda pior da série histórica, refletindo a persistência de problemas estruturais na administração pública.
Na classificação geral, o país ocupa a 107ª posição entre 182 nações, ficando abaixo da média global e das Américas, ambas com 42 pontos. A leve variação de um ponto em relação ao ano anterior foi considerada estatisticamente irrelevante, indicando uma estagnação preocupante no combate à corrupção.
O IPC é um indicador mundial que mede a percepção da corrupção no setor público. Os resultados mostram que o Brasil continua distante de países que apresentam melhor desempenho, como Dinamarca, Finlândia e Cingapura, que lideram o ranking com notas significativamente superiores.
Além do IPC, um relatório complementar apontou um agravamento da infiltração do crime organizado no Estado brasileiro. Casos de macrocorrupção, como os relacionados ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e ao Banco Master, foram destacados, revelando falhas estruturais no sistema financeiro e na advocacia, áreas consideradas estratégicas para a prática de ilícitos.
O aumento das emendas parlamentares também foi mencionado, com valores recordes que ultrapassaram R$ 60 bilhões no orçamento de 2026. Esse fenômeno é visto como um movimento de “captura orçamentária”, que afeta não apenas a esfera federal, mas também Estados e municípios.
O relatório levantou ainda suspeitas sobre contratos de alto valor firmados pelo Banco Master com escritórios de advocacia vinculados a autoridades do Supremo Tribunal Federal, sugerindo a necessidade de investigações independentes. A recomendação inclui a criação de um código de conduta para o Judiciário e o fortalecimento de mecanismos de integridade em todos os Poderes.
Apesar do cenário negativo, há avanços a serem destacados, como a atuação da Receita Federal e do Ministério Público em operações de inteligência financeira, como a Carbono Oculto, que visa combater a lavagem de dinheiro e a sonegação fiscal. O controle ampliado de emendas e a rejeição da “PEC da Blindagem” no Senado também foram considerados passos positivos.
Atualmente, o Brasil apresenta desempenho semelhante ao de países como Sri Lanka e Argentina, permanecendo abaixo da média mundial e regional desde 2015.
