Conselho de Ética realiza audiência com deputados sobre ocupação em agosto
O Conselho de Ética da Câmara ouvirá congressistas sobre ocupação do Plenário em fevereiro.
As oitivas programadas para os dias 10 e 11 de fevereiro contarão com a participação de testemunhas e dos representados, visando esclarecer os eventos ocorridos no Plenário da Câmara.
Na terça-feira, os deputados Zucco (PL-RS), Paulo Bilynskyj (PL-SP) e Alberto Fraga (PL-DF) serão ouvidos na condição de testemunhas. A sequência das oitivas incluirá os deputados Marcos Pollon (PL-MS), Marcel van Hattem (Novo-RS) e Zé Trovão (PL-SC), que respondem a representações relacionadas à ocupação do Plenário.
As representações contra os deputados serão analisadas em conjunto, com a expectativa de que as oitivas contribuam para um entendimento mais claro sobre os acontecimentos. As reuniões iniciarão às 10h na terça-feira, sendo retomadas às 14h do dia seguinte.
Relembre o caso
Em agosto de 2025, aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro ocuparam o Plenário da Câmara por 36 horas, enquanto o Senado foi tomado por 47 horas. Os manifestantes exigiam a inclusão na pauta de votações de temas como anistia para condenados por tentativa de golpe e o impeachment do ministro do STF Alexandre de Moraes.
A ocupação teve início ao meio-dia do dia 5 de agosto, data marcada para a retomada das atividades legislativas após o recesso. Durante esse período, os congressistas obstruíram a abertura das sessões, revezando-se na Câmara e no Senado.
Os manifestantes condicionaram a desocupação à votação de um “Pacote da Paz”, que incluía propostas de anistia para presos por atos golpistas, impeachment de Moraes e a revogação do foro privilegiado, o que beneficiaria tanto o ex-presidente quanto outros congressistas sob investigação.
O deputado Hugo Motta (Republicanos-PB) buscou mediar a situação, reunindo líderes de 16 partidos, incluindo tanto a oposição quanto membros do governo. A tensão aumentou quando a Secretaria-Geral da Câmara ameaçou suspender o mandato dos deputados que permanecessem na mesa durante a ocupação.
O embate culminou em um clima de incerteza e pressão, com Motta tentando retomar o controle da situação, enquanto a ocupação persistia, evidenciando a divisão política e os desafios enfrentados pelo Legislativo.