Deputada sugere concessão de cidadania honorária brasileira a Bad Bunny

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Deputada propõe título de cidadão honorário ao cantor Bad Bunny em reconhecimento cultural.

A deputada Professora Luciene Cavalcante, do Psol-SP, apresentou um projeto na última segunda-feira (9) para conceder o título de cidadão honorário do Brasil ao cantor porto-riquenho Bad Bunny. A iniciativa visa reconhecer a importância cultural do artista e promover a aproximação do Brasil com outros países latino-americanos de língua espanhola.

De acordo com a parlamentar, a contribuição de Bad Bunny para a cultura global vai além do entretenimento. Ele se consolidou como um dos maiores expoentes da música latina contemporânea, utilizando sua visibilidade para destacar a identidade, a língua e as expressões culturais da América Latina em uma escala sem precedentes.

Bad Bunny fará sua primeira apresentação no Brasil nos dias 20 e 21 de fevereiro, no Allianz Parque, em São Paulo. Para Luciene Cavalcante, homenagear um artista que representa a diversidade cultural da região é uma forma de reafirmar a identidade latino-americana e abrir espaço para novos talentos, incluindo os brasileiros, no cenário internacional.

A proposta de conceder a cidadania honorária é vista como um gesto simbólico de grande relevância. A deputada enfatiza que isso representa o reconhecimento do Brasil a um artista que se tornou um verdadeiro embaixador da cultura latina, promovendo valores de autenticidade, inovação e orgulho de suas raízes.

Benito Antonio Martínez Ocasio, conhecido artisticamente como Bad Bunny, é um renomado cantor, compositor e produtor musical porto-riquenho. Ele mistura ritmos populares da América Latina e do Caribe, como reggaeton, dembow, trap latino, bomba e bachata, e se tornou um dos principais nomes da música global.

Em 2025, Bad Bunny foi o artista mais ouvido do mundo no Spotify, acumulando cerca de 19,5 bilhões de reproduções na plataforma. Com apenas 31 anos, ele também se destacou ao vencer o Grammy de Melhor Álbum de Música Urbana com o projeto “Debí Tirar Más Fotos”.

No último domingo (8), o artista se apresentou durante o intervalo da final do Super Bowl, um evento de grande visibilidade nos Estados Unidos, onde exalta a cultura latino-americana. Em um ato de protesto político, ele usou a frase “God Bless America” e, em seguida, homenageou todos os países do continente, além de criticar a política anti-imigração dos Estados Unidos.

A apresentação gerou descontentamento no presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que, sem mencionar diretamente o artista, criticou o espetáculo. Em sua rede social, Trump descreveu a performance como “absolutamente terrível” e uma afronta à grandeza da América, afirmando que não representa os padrões de sucesso, criatividade e excelência do país.

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