Golpes por mensagens e ligações afetam 45 milhões de brasileiros, aponta pesquisa
Pesquisa revela que 32% dos brasileiros enfrentam tentativas de golpes com dados pessoais
Uma pesquisa recente indica que 32% dos brasileiros com 16 anos ou mais que usam a internet já relataram tentativas de golpes utilizando seus dados pessoais, o que corresponde a aproximadamente 45 milhões de pessoas.
Além disso, 20% desses usuários afirmam ter sido efetivamente vítimas de fraudes que envolveram suas informações pessoais.
Os dados são parte da pesquisa “Privacidade e Proteção de Dados Pessoais”, realizada pelo Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação, que entrevistou 2.500 pessoas em dezembro de 2025.
Os métodos mais comuns utilizados por golpistas para abordar suas vítimas incluem aplicativos de mensagens (84%), ligações telefônicas (79%), sites ou aplicativos falsos (71%), SMS (71%), e-mails (69%) e redes sociais (67%).
Entre os indivíduos que vivenciaram golpes, 48% relataram ter perdido dinheiro, enquanto 43% afirmaram ter perdido acesso a contas de e-mail ou redes sociais.
Os usuários que foram alvo de golpistas também relatam experiências de mal-estar e estresse emocional (58%), dívidas contraídas por terceiros (42%) e roubo de informações sensíveis, como números de cartões de crédito ou senhas bancárias (42%).
O levantamento destaca que o tipo de dispositivo utilizado para acessar a internet pode influenciar a exposição a tentativas de golpes.
Por exemplo, o uso de sites ou aplicativos falsos é mais frequente entre usuários que navegam exclusivamente pelo celular (80%) em comparação àqueles que utilizam tanto o celular quanto o computador (68%).
De acordo com o gerente do Cetic.br, Alexandre Barbosa, a pesquisa evidencia que golpes envolvendo dados pessoais ocorrem por diversos canais e podem resultar em consequências que vão além das perdas financeiras.
“A disseminação dessas situações reforça a importância de iniciativas de prevenção e conscientização, juntamente com políticas de proteção de dados e segurança no ambiente digital”, conclui Barbosa.
