Adam Mosseri, chefe do Instagram, discute segurança dos adolescentes e afirma que não há soluções mágicas

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Meta enfrenta acusações de viciar jovens em suas plataformas e chega a acordo de US$ 18 bilhões.

A Meta, empresa mãe do Facebook e Instagram, está novamente no centro de um litígio nos Estados Unidos. A companhia é acusada de desenvolver funções viciantes que atraem crianças e adolescentes para suas plataformas. Apesar das negações, a empresa concordou em pagar US$ 18 bilhões para evitar um julgamento.

Adam Mosseri, chefe do Instagram, foi o primeiro executivo da Meta a testemunhar no Tribunal Distrital de Oakland. Durante seu depoimento, ele reconheceu que, embora existam ferramentas de segurança, muitas delas não funcionam efetivamente para proteger os jovens usuários. Documentos internos mostraram que as medidas de segurança eram consideradas “testes” e não eram eficazes na redução de comportamentos problemáticos entre adolescentes.

Francesco Fogu, diretor de design de produto do Instagram, também depôs e admitiu que funcionalidades como “Faça uma pausa” e o modo silencioso dependem da ativação pelos usuários, o que pode resultar em uma baixa adesão entre os adolescentes. Essa situação levanta questões sobre a responsabilidade da Meta em implementar soluções mais eficazes.

O Estado contra a Meta

O julgamento atual é apenas o primeiro de uma série de ações federais movidas por quatro estados, que incluem Califórnia, Colorado, Kentucky e Nova Jersey. Eles buscam cerca de US$ 200 bilhões em sanções, o que representa mais de 14% do valor de mercado da Meta. As acusações incluem violações da Lei de Proteção da Privacidade Infantil na Internet e engano aos consumidores sobre a segurança das plataformas, enquanto a empresa estudava os riscos associados ao uso por jovens.

Com o acordo de US$ 18 bilhões, a Meta se comprometeu a implementar mudanças em suas plataformas. As novas regras incluem limites de uso para contas de menores de 18 anos, com um máximo de duas horas diárias combinadas no Facebook e Instagram, além de restrições de acesso durante a noite e notificações silenciadas em horários escolares.

Os adolescentes também terão a opção de um feed sem personalização, desativar o autoplay e não visualizar a contagem de “curtidas” em suas postagens. Caso concorrentes como Snapchat, TikTok e YouTube adotem medidas semelhantes, a Meta se compromete a endurecer suas próprias diretrizes. No entanto, essas mudanças podem ser limitadas aos Estados Unidos, onde o julgamento está ocorrendo.

A Meta refuta as acusações, argumentando que não existem evidências científicas que comprovem que seus aplicativos causam dependência. A empresa ainda cita a Seção 230 da Lei de Decência nas Comunicações, que a isenta de responsabilidade pelo conteúdo gerado pelos usuários. Apesar do acordo, a Meta não admite ter agido de forma ilegal.

Imagem: Meta editada com Magnific

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