Localiza incorpora 10 mil agentes de IA e transforma seu modelo de trabalho

Compartilhe essa Informação

Localiza e Microsoft impulsionam transformação digital com inteligência artificial generativa

Em 2026, a Localiza já contabiliza mais de 8 milhões de prompts trocados, cerca de 10 mil agentes criados e 9,5 mil colaboradores impactados por treinamentos em inteligência artificial generativa (GenAI). Esses números refletem uma transformação que se acelerou nos últimos dois anos, evidenciando a importância da parceria com a Microsoft, que evoluiu de um simples licenciamento de ferramentas para uma reestruturação completa de processos e formas de trabalho.

A trajetória da Localiza se alinha a uma mudança mais ampla entre grandes empresas brasileiras. Estudo recente revela que 75% dos CIOs já utilizam inteligência artificial em suas organizações, indicando que a tecnologia não é mais um mero experimento, mas uma prioridade na agenda corporativa. O desafio atual é transformar essa adoção em resultados concretos, ajustando pessoas, processos e estruturas para acompanhar a rápida evolução tecnológica.

Dentro desse cenário, a Localiza se destaca não apenas pelos números, mas pela abordagem que dá à tecnologia. Para André Petenussi, CTO da empresa, a transformação começa com a forma como a inteligência artificial altera a organização do trabalho. Ele posiciona a GenAI como uma tecnologia de propósito geral, comparável a inovações como eletricidade e internet, com o potencial de redefinir a colaboração e a produção de valor nas empresas.

A velocidade da adoção da IA é um fator crucial. Petenussi observa que a eletrificação levou décadas para ser amplamente adotada, enquanto a internet levou cerca de 20 anos. Com a IA, a janela para compreender e integrar essa transformação pode ser muito mais curta, exigindo uma adaptação rápida por parte das empresas e profissionais.

A parceria entre Localiza e Microsoft se aprofundou, mudando de projetos pontuais para discussões estratégicas sobre processos e experiências. Petenussi enfatiza que a Microsoft atua como um parceiro estratégico, focando na redefinição da empresa e na melhoria da experiência do cliente e dos colaboradores.

Esse movimento também reflete uma mudança na dinâmica competitiva em torno da IA. Com o acesso à tecnologia se tornando mais comum, a diferenciação se desloca para a capacidade das empresas de integrar a IA em suas operações e gerar transformações significativas.

Do Copilot ao E7

A parceria começou a tomar forma no final de 2023 e início de 2024, quando a Localiza começou a escalar o uso do Copilot internamente. Esse processo exigiu gestão de licenciamento e um intenso esforço de capacitação, impactando mais de 9,5 mil colaboradores da companhia. A empresa implementou rituais semanais de compartilhamento, onde equipes apresentam os agentes que desenvolveram, um formato que continua a ser utilizado para promover a adoção.

Bruno Lasansky, CEO da Localiza&Co, destaca que a empresa já utilizava IA há algum tempo, mas foi entre 2022 e 2023 que se convenceu de que essa tecnologia poderia ser a mais transformadora de suas vidas. A IA promete melhorar a experiência do cliente, aumentar a agilidade e eficiência, além de permitir decisões mais acertadas. A parceria com a Microsoft é motivo de orgulho para a empresa.

Dois anos depois, a Localiza se tornou uma das pioneiras no Brasil a adotar o Microsoft 365 E7, expandindo para mais de 8 mil licenças de uma ferramenta que evoluiu consideravelmente. Esse avanço é sustentado por uma camada semântica proprietária chamada WorkIQ, que organiza o contexto da empresa dentro do ecossistema de colaboração.

O ritmo de adoção está alinhado com as tendências globais observadas pela Microsoft. De acordo com o Work Trend Index 2026, o número de agentes ativos no Microsoft 365 cresceu 15 vezes em um ano, e 18 vezes entre grandes empresas. O estudo também aponta que 27% dos profissionais brasileiros que utilizam IA são considerados “Frontier Professionals”, capazes de automatizar fluxos e redesenhar processos, superando a média de mercados como os Estados Unidos e Japão.

Priscyla Laham, presidente da Microsoft Brasil, explica que o E7 foi projetado em torno de três pilares: o Copilot como interface de IA, a suíte de segurança E5 e uma camada chamada Agente 365, focada em observabilidade e governança de agentes. Ela ressalta que as empresas precisam integrar segurança, observabilidade e inteligência artificial para otimizar sua força de trabalho.

Cultura como motor da transformação

Embora a

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *