Nunes Marques decide manter propaganda de Lula que liga Flávio Bolsonaro ao Master
Decisão do TSE mantém propaganda de Lula associando Flávio Bolsonaro a escândalo financeiro.
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral manteve a veiculação de uma propaganda eleitoral do candidato Lula, que relaciona Flávio Bolsonaro ao escândalo do Banco Master. A decisão foi assinada na última segunda-feira, quando foi rejeitado o pedido do senador para suspender a propaganda.
A peça publicitária, intitulada “Flávio Bolsonaro e Banco Master: O Maior Escândalo de Corrupção do Brasil”, é transmitida durante o horário eleitoral gratuito. Ela utiliza trechos de uma entrevista de Flávio e um áudio revelado em que ele questiona Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, sobre os investimentos do banco na produção do filme “Dark Horse”, que retrata a vida de Jair Bolsonaro, pai de Flávio. A propaganda encerra com a frase: “Flávio Bolsonaro, não dá para confiar. O pior dos Bolsonaros.”
Flávio Bolsonaro argumentou que a propaganda confunde a conversa sobre o financiamento do filme com as irregularidades financeiras do Banco Master, criando uma falsa impressão de que ele estaria envolvido nas fraudes. No entanto, o presidente do TSE considerou que não havia elementos suficientes para retirar a peça publicitária naquele momento.
O ministro ressaltou que Flávio reconheceu a autenticidade do áudio e a conversa com Vorcaro, que estava relacionada ao patrocínio do filme. A defesa também admitiu que uma empresa ligada a Vorcaro era uma das patrocinadoras da produção.
O ministro observou que a edição da propaganda busca associar a imagem de Flávio ao escândalo financeiro, o que é uma característica da propaganda crítica direcionada a adversários. A decisão final sobre o caso será tomada pelo plenário do TSE.
Essa decisão sobre a propaganda do Banco Master é parte de uma série de ações recentes do TSE relacionadas à propaganda eleitoral. Em outro despacho, o ministro determinou a remoção de uma publicação do deputado André Janones, que promovia a “dizimação” e o “extermínio completo do bolsonarismo” nas eleições deste ano.
O presidente do TSE considerou que a publicação ultrapassou os limites da crítica política, ao misturar referências eleitorais, apoio a Lula e expressões de rejeição ao grupo adversário. Ele proibiu o deputado de republicar ou divulgar conteúdos semelhantes, afirmando que a mensagem poderia incentivar a adesão eleitoral a um pré-candidato.
Além disso, o ministro ordenou a retirada de um vídeo contra Flávio Bolsonaro publicado no X, que apresentava uma imagem gerada por inteligência artificial. A montagem associava o senador a Vorcaro e incluía uma narrativa sobre supostos desvios de dinheiro público, sem informar que a imagem era manipulada, o que contraria a regulamentação eleitoral.
O presidente do TSE também mandou retirar um vídeo do deputado Filipe Barros que ligava Lula a pessoas envolvidas na Operação Lava Jato e a fraudes no INSS. O ministro considerou que o vídeo fazia uma associação desonrosa ao presidente e que havia sido impulsionado por pagamento, prática proibida pela legislação eleitoral.
