Juíza dos EUA nega pedido para desmembrar unidade de publicidade do Google
Decisão judicial nos EUA impede desmembramento do Google
Uma juíza dos Estados Unidos rejeitou, nesta quarta-feira (2), um pedido para obrigar o Google a vender uma divisão de seu negócio de publicidade digital, frustrando a tentativa do governo de desmembrar parte do império publicitário da empresa.
A juíza Leonie Brinkema, do tribunal federal de Alexandria, na Virgínia, optou por estabelecer regras para regular a atuação da companhia no mercado de publicidade digital, ao invés de determinar a separação de suas operações.
Este é o segundo revés em poucos anos para o governo, que já havia enfrentado uma decisão semelhante em 2025, quando um juiz federal negou um pedido para forçar a venda do navegador Chrome, em um caso relacionado ao monopólio do Google nas buscas online.
De acordo com o Departamento de Justiça dos EUA, a venda das plataformas é vista como necessária para acabar com os monopólios da Alphabet, controladora do Google, e para restabelecer a concorrência nos mercados de leilões de anúncios e gerenciamento de espaços publicitários.
A decisão representa mais um desafio para o Google, que já havia sido considerado responsável por manter um monopólio ilegal no mercado de buscas online em um julgamento anterior, em 2024.
Em resposta à situação, o Google declarou que apoia mudanças no funcionamento do mercado, como permitir que concorrentes tenham acesso a lances em tempo real. Contudo, a empresa argumenta que não há base legal para forçá-la a vender partes de seu negócio.
A plataforma AdX, ou Ad Exchange, é uma ferramenta que permite que editores disponibilizem espaços publicitários para compra em tempo real. Já os servidores de anúncios são utilizados por sites para gerenciar e armazenar esses espaços publicitários.
No ano passado, o Google tentou encerrar uma investigação antitruste da União Europeia ao propor a venda do AdX, mas a proposta foi rejeitada pelos editores europeus, que a consideraram insuficiente.
