Irã e EUA intensificam hostilidades com troca de ameaças

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Irã anuncia nova estratégia em resposta a ataques dos EUA

O Irã declarou que adotará uma “nova estratégia” para lidar com os Estados Unidos, em meio a um aumento das hostilidades no Golfo Pérsico. A decisão vem após bombardeios americanos que resultaram em múltiplas fatalidades, incluindo vítimas civis em uma celebração de casamento.

Recentemente, pelo menos 19 pessoas perderam a vida devido aos ataques aéreos americanos, com quatro delas sendo participantes de uma festa de casamento no distrito de Sirik, no sudeste do Irã. Além disso, cerca de 70 pessoas ficaram feridas, destacando a gravidade da situação.

A ação militar dos Estados Unidos foi considerada pelo governo iraniano como um “crime de guerra”. Em resposta, o presidente Trump afirmou que o país está preparado para novos ataques, destacando a eficácia da ação militar anterior.

A Guarda Revolucionária do Irã também relatou a morte de quatro de seus membros e outros quatro da ala paramilitar dos Basijis, em decorrência dos ataques. Em retaliação, foram citados ataques a bases americanas localizadas em diversos países da região, incluindo Jordânia e Emirados Árabes Unidos.

Nova estratégia em campo

Teerã enfatizou que a nova estratégia será implementada em várias frentes, incluindo no campo de batalha, na diplomacia e na luta contra o bloqueio econômico imposto pelos EUA. O secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, Mohsen Rezai, afirmou que os efeitos dessa estratégia serão visíveis em breve.

Imediatamente após os ataques, vídeos circulavam nas redes sociais mostrando os escombros e o desespero das pessoas afetadas. Um homem, em um vídeo, lamentou a transformação de um momento de celebração em um funeral.

O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, criticou os EUA, referindo-se a eles como “Satã” em suas declarações. Enquanto isso, o comando militar americano no Oriente Médio reafirmou que suas operações visam evitar ataques a civis, em contraste com as ações da Guarda Revolucionária.

Israel, embora ainda não diretamente envolvido nas hostilidades, alertou que está preparado para responder com força a qualquer agressão iraniana.

Impacto no Estreito de Ormuz

Desde o início do conflito, o Irã tem bloqueado o estreito de Ormuz, uma rota vital para o comércio global, que antes da guerra era responsável por 20% das exportações mundiais de petróleo e gás natural liquefeito.

Recentemente, o presidente americano sugeriu, de maneira irônica, que o estreito fosse renomeado para “estreito de Trump”. Essa declaração foi feita em um contexto de crescente tensão na região, onde dois petroleiros pegaram fogo após colidirem com minas no Golfo.

A escalada de combates teve início no último domingo, quando os EUA atacaram alvos iranianos, levando a uma resposta das forças de Teerã contra tropas americanas em diferentes locais. Os ataques resultaram em danos significativos e foram justificados por Trump como uma reação a tentativas de instalação de minas marítimas por parte do Irã.

Além das ações militares, os EUA mantêm um bloqueio naval aos portos iranianos, complicando ainda mais a situação. O frágil cessar-fogo estabelecido em abril entre os dois países foi rompido após os recentes ataques a navios comerciais na região.

Apesar das dificuldades, o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, expressou a intenção de responder a qualquer proposta americana para retomar um acordo que visa encerrar o conflito, sinalizando a disposição de Teerã para a diplomacia, mesmo em meio à escalada das tensões.

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