Justiça italiana rejeita solicitação de Carla Zambelli para mudança de juízes

Compartilhe essa Informação

Corte de Apelações de Roma nega pedido de defesa de Carla Zambelli para troca de juízes.

A Corte de Apelações de Roma, na Itália, decidiu não acatar o pedido da defesa da ex-deputada Carla Zambelli, que solicitava a substituição dos juízes responsáveis pela análise de seu pedido de extradição ao Brasil. Com essa decisão, o colegiado agendou uma nova audiência para a próxima quarta-feira, dia 11, a fim de prosseguir com a avaliação do mérito do caso.

O pedido de troca dos magistrados foi feito em janeiro. A defesa de Zambelli argumentou que havia uma suposta falta de imparcialidade por parte dos juízes, citando decisões anteriores que considerou “hostis”. A Corte, por sua vez, havia solicitado informações sobre as condições de cumprimento da pena no Brasil, o que, segundo o advogado Pieremilio Sammarco, poderia indicar uma tendência favorável à extradição.

Desde julho de 2025, Carla Zambelli está detida na Itália e, em dezembro do mesmo ano, perdeu seu mandato como deputada. O processo de julgamento já sofreu quatro adiamentos. Caso a audiência de quarta-feira resulte em uma decisão favorável à extradição, Zambelli terá um prazo de 15 dias para recorrer à Corte de Cassação. No Brasil, ela deverá cumprir pena na Penitenciária Feminina da Colmeia, localizada no Distrito Federal.

Condenação

No primeiro semestre de 2025, Carla Zambelli foi condenada a 10 anos de prisão pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por invadir os sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Durante a invasão, ela tentou inserir documentos falsos, incluindo um mandado de prisão do ministro Alexandre de Moraes. O crime foi exposto pelo hacker Walter Delgatti, coautor da ação.

Por ser cidadã italiana através de casamento, Zambelli fugiu para a Itália após o trânsito em julgado da sentença, buscando evitar o cumprimento da pena. O governo brasileiro acionou a Interpol, resultando na decretação de sua prisão pela Justiça italiana em julho. Atualmente, ela permanece sob custódia na penitenciária feminina de Rebibbia, aguardando a decisão sobre sua extradição.

A sentença do STF também incluiu a cassação de seu mandato parlamentar. Embora o trecho referente à cassação tenha sido submetido à votação na Câmara dos Deputados em dezembro, não obteve o número mínimo de votos necessário para ser implementado. O STF reiterou a determinação de cassação, levando a deputada a renunciar ao cargo logo em seguida.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *