Família chinesa constrói prédio de 15 andares exclusivo para uso próprio e revela motivo surpreendente
A união familiar é a base da construção de um edifício que abriga quatro gerações na China.
A sociedade chinesa tem uma forte valorização da estrutura familiar, colocando-a no centro da organização social e cultural. Essa perspectiva, enraizada no confucionismo, promove a convivência entre gerações e a responsabilidade coletiva, essencial para a preservação da unidade familiar.
Dentro dessa lógica, uma família no vilarejo de Zhuyuan, na província de Fujian, decidiu construir um edifício inteiro para abrigar seus membros. O prédio, que se destaca como o mais alto da região, foi projetado para acomodar mais de cem parentes, refletindo a necessidade de manter a proximidade familiar em um espaço único.
A ideia de construir um edifício surgiu como uma solução prática. Com a demolição de antigas casas familiares e o aumento do número de parentes que desejavam permanecer juntos, a divisão de terrenos para residências separadas tornava-se inviável. Essa fragmentação não apenas dificultaria a convivência, mas também comprometeria o patrimônio comum da família.
Assim, cerca de 20 membros da família reuniram recursos e solicitaram à prefeitura uma área de aproximadamente 200 metros quadrados. O projeto levou cerca de dez anos para ser concluído, resultando em um prédio com 22 apartamentos, organizados em duas unidades por andar.
O edifício foi projetado para atender às necessidades de uma grande família. Com garagens subterrâneas, elevadores e um térreo multifuncional, o espaço foi adaptado para armazenamento de alimentos e áreas de convivência. Durante datas festivas, como o Ano Novo Lunar, o ambiente se transforma, com a presença de parentes que retornam de outras cidades, criando uma atmosfera de celebração e união.
Embora o edifício tenha uma aparência moderna, ele não funciona como um condomínio tradicional. Não há síndico, administradora ou regras formais. A gestão é baseada em acordos familiares, tradição e disciplina coletiva, o que minimiza conflitos e mantém o patrimônio unificado.
As despesas e normas de convivência são decididas entre os moradores, reforçando a convivência entre avós, pais, filhos e netos. Esse modelo, embora idealizado na cultura chinesa, enfrenta desafios nas cidades modernas, tornando esse edifício um exemplo notável de como a tradição familiar pode se adaptar às necessidades contemporâneas.
