PF revela que Mendonça via PGR como “indigno” devido a vínculo com Gilmar
Relatório da PF revela estratégia de Mendonça para afastar procurador das investigações
Investigadores da Polícia Federal afirmam que André Mendonça tinha a intenção de afastar o procurador-geral da República, Paulo Gonet, dos inquéritos sobre o Banco Master e o INSS.
Um relatório de inteligência da PF destaca que Mendonça considerava Gonet “indigno” devido à sua proximidade com o ministro Gilmar Mendes. A documentação foi enviada ao ministro Alexandre de Moraes, que solicitou ações ao presidente do STF, Luiz Edson Fachin, para investigar Mendonça por suposto direcionamento político das investigações.
O documento revela que Mendonça ameaçou afastar o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e o procurador-geral da República. O objetivo era incluir Gonet como testemunha, o que o tornaria inapto para liderar as investigações na função de PGR.
Durante encontros com investigadores, Mendonça expressou desconfiança em relação a Andrei, alegando uma proximidade indevida com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em uma reunião recente, ele reiterou sua intenção de afastar o diretor federal.
Além disso, Mendonça fez acusações semelhantes a Gonet, mencionando sua ligação com Gilmar Mendes, sendo que Gonet é um dos fundadores do IDP, instituição de ensino ligada ao decano do STF.
O relatório indica um padrão de desqualificação por parte de Mendonça em relação ao delegado, ao diretor-geral da PF e ao PGR. Moraes, com base nas informações, apontou indícios de improbidade administrativa e crime de responsabilidade. O documento foi encaminhado no dia 1º de setembro de 2026, data em que Mendonça também solicitou que o plenário investigasse o ministro Alexandre de Moraes.
OUTRO LADO
O gabinete do ministro André Mendonça foi contatado para se manifestar sobre a decisão de Moraes, mas até o momento não houve retorno. A reportagem será atualizada com novas informações, caso sejam disponibilizadas.