Ala pró-Mendonça critica tentativa de Moraes de influenciar todo o STF para se proteger

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Ministros do STF avaliam investigação de Moraes como tentativa de crise interna.

Uma ala de ministros do STF tem analisado a recente ação de Alexandre de Moraes, que busca abrir uma investigação contra André Mendonça por abuso de autoridade. Essa iniciativa, anunciada na quinta-feira, gerou desconforto entre os magistrados, principalmente entre aqueles que são próximos a Mendonça.

Os ministros acreditam que Moraes está tentando igualar as condutas de diferentes colegas que surgiram durante a investigação do caso do Banco Master, buscando apoio interno e, assim, ampliando a crise já existente no tribunal.

Além disso, eles argumentam que as ações de Moraes não são comparáveis às condutas identificadas entre ele e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Essa ala considera que a escolha do inquérito das fake news por Moraes como forma de retaliar Mendonça é uma medida exagerada, especialmente em um contexto em que há discussões sobre a necessidade de encerrar esse procedimento.

Esse grupo de ministros defende que Moraes deveria ter optado por um ofício ao presidente do STF, solicitando providências sobre o que considerou um abuso de autoridade, em vez de abrir um inquérito que, segundo eles, só aumenta as críticas à corte.

Nos bastidores, os ministros foram informados por Fachin, presidente do STF, sobre a decisão de solicitar explicações a todos os envolvidos: Mendonça, Moraes, o procurador-geral da República e o diretor-geral da Polícia Federal.

A decisão de Moraes, no entanto, surpreendeu seus colegas. Aqueles que criticam seus métodos argumentam que ele deveria responder às alegações contra si, em vez de envolver outros membros do tribunal.

Na medida assinada, Moraes menciona relatórios de inteligência da Polícia Federal que indicam um direcionamento na produção de provas para imputações falsas a ministros do STF, incluindo ele mesmo, Gilmar Mendes, Dias Toffoli, Luiz Fux e Kassio Nunes Marques.

Informações revelam que o filho de Kassio recebeu uma quantia significativa de uma consultoria que atuou para o Banco Master, enquanto o filho de Fux foi convidado para um evento VIP por Vorcaro. Além disso, Toffoli teve empresas da família ligadas a uma rede de fundos fraudulentos do Master.

O caso de Moraes também se agrava com a revelação de que o escritório da sua esposa recebeu uma quantia elevada do Banco Master, além de mensagens que o ligam a Vorcaro, considerado o líder da organização criminosa.

Outro ponto controverso é a inclusão de crime de responsabilidade nas práticas que Moraes deseja investigar, o que é interpretado como uma indicação de que ele considera a possibilidade de impeachment de Mendonça.

Aliados de Mendonça no tribunal afirmam que Moraes enfrenta um número maior de pedidos de impeachment no Senado, enquanto Mendonça possui apenas um. Moraes alega que Mendonça conduziu investigações de maneira irregular, direcionando alvos por motivos pessoais.

Esses alvos incluem Moraes e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, que, como presidente, tem o poder de abrir pedidos de impeachment de ministros do Supremo. Alcolumbre já expressou preocupação com o número elevado de pedidos de impeachment contra ministros do STF.

A oposição bolsonarista voltou a pressionar pelo impeachment de Moraes, mas aliados de Alcolumbre acreditam que não há chances de que um processo desse tipo avance neste momento.

SUSPEITAS E INCONSISTÊNCIAS NA ATUAÇÃO DE MORAES:

  • Edição de contrato com escritório de advocacia da esposa
  • Pagamento do Banco Master ao escritório da esposa
  • Acesso prévio a investigações policiais
  • Conversa com Vorcaro sobre fuga
  • Relatório sem valor probatório no pedido de investigação contra Mendonça

SUSPEITAS E INCONSISTÊNCIAS NA ATUAÇÃO DE MENDONÇA:

  • Ordenar investigação de ministro sem passar pelo plenário
  • Pressão sobre a PF e pedido de acesso a dados brutos
  • Extrapolou a função de juiz, segundo a PGR
  • Mirou favorecimento de grupos políticos, segundo Moraes
  • Encontro com Vorcaro antes de assumir a relatoria</li

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