Projeto altera regras de progressão de regime para condenados por feminicídio

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Projeto de lei propõe endurecimento das regras para progressão de pena em casos de feminicídio.

Um novo projeto de lei visa alterar a Lei de Execução Penal, com o objetivo de tornar mais rigorosas as regras de progressão de regime para condenados por feminicídio. A proposta, de autoria de um senador, sugere que condenados primários cumpram pelo menos 80% da pena antes de poderem solicitar a progressão de regime.

Atualmente, a legislação vigente exige o cumprimento de 75% da pena para a progressão. A mudança proposta equipara o tratamento dado aos condenados primários por feminicídio ao de reincidentes em crimes hediondos, que já devem cumprir 80% da pena.

Além disso, a proposta inclui a proibição da concessão de livramento condicional para esses condenados, revogando o artigo que estabelece o percentual anterior de 75%. A regra de 85% de cumprimento para reincidentes em crimes hediondos que resultam em morte permanece inalterada.

A justificativa para a proposta destaca que a recente legislação transformou o feminicídio em um crime autônomo, com penas que variam de 20 a 40 anos de reclusão, além de classificá-lo como crime hediondo. O autor do projeto argumenta que a elevação do percentual de cumprimento da pena reflete a gravidade da violência de gênero e a necessidade de uma resposta estatal mais firme.

O senador também ressalta que a proposta não infringe a proibição constitucional de penas perpétuas nem compromete o princípio da individualização da pena. Ele defende que o tratamento mais rigoroso é compatível com o princípio da igualdade material, considerando a gravidade específica do feminicídio.

Com essa iniciativa, busca-se fortalecer a prevenção e a repressão à violência de gênero, e o autor pede o apoio dos demais parlamentares para a aprovação da proposta.

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