Grito dos Excluídos pede ações contra feminicídio durante celebrações de 7 de Setembro
Mobilizações do Grito dos Excluídos destacam questões de gênero e direitos sociais.
O 32º Grito dos Excluídos ocorreu nesta segunda-feira, 7 de setembro de 2026, com manifestações que levantaram bandeiras contra a violência de gênero e o alarmante aumento dos feminicídios. O evento se deu em paralelo às celebrações oficiais do Dia da Independência, reunindo uma diversidade de movimentos sociais e entidades representativas.
Em São Paulo, a mobilização teve como ponto central a Praça da Sé, onde os manifestantes expressaram suas críticas ao governador e ao prefeito da cidade. As queixas estavam relacionadas a cortes e atrasos no repasse de recursos destinados aos serviços de proteção às mulheres, que têm se mostrado cada vez mais necessários diante do cenário de violência.
Entre os participantes da manifestação, destacaram-se figuras políticas como uma deputada federal e deputados estaduais, que enfatizaram a urgência de ações efetivas diante dos 141 casos de feminicídio registrados no primeiro semestre de 2026, o que representa o maior índice desde o início da série histórica.
A pauta do ato abrangeu ainda a reivindicação pelo fim da jornada de trabalho 6 X 1, a luta contra a terceirização da mão de obra e o combate à violência policial. Os manifestantes também clamaram por uma maior proteção a indivíduos em situação de alta vulnerabilidade social, ressaltando a necessidade de políticas públicas mais robustas e inclusivas.
De acordo com a organização do evento, as mobilizações se estenderam por 63 cidades em 24 Estados, além do Distrito Federal, demonstrando a amplitude do movimento e a relevância das questões levantadas.