Flávio critica apoio a Lula, afirmando que voto no petista é voto em Moraes

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Flávio Bolsonaro critica STF e promete mudanças em ato de campanha

O candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL) destacou a atuação do Supremo Tribunal Federal (STF) em seu discurso durante um ato de campanha na Avenida Paulista, em São Paulo, no dia 7 de Setembro. Em meio a apoiadores, ele fez duras críticas ao ministro Alexandre de Moraes, chamando-o de “laranja podre” e prometeu indicar cinco novos integrantes para a Corte se for eleito.

Flávio direcionou seus ataques principalmente a Moraes, mas procurou manter a integridade da instituição. Ele enfatizou a necessidade de proteger o STF do que considera uma influência negativa do ministro, afirmando que a magistratura não se resume a Moraes.

O candidato expressou seu desejo de “resgatar a credibilidade” do Supremo e se comprometeu a indicar pessoas que se opõem ao aborto, ao uso de drogas e à chamada “ideologia de gênero” nas escolas. Ele também destacou que suas escolhas respeitarão a Constituição e que não perseguirão adversários políticos.

“Consórcio de Lula com Moraes”

Flávio Bolsonaro focou seus ataques em Lula e Moraes, incitando gritos de “Fora Lula” e “Fora Moraes” entre os presentes. Ele acusou o presidente de utilizar instituições para perseguir Jair Bolsonaro e seus aliados, sem apresentar evidências concretas.

Durante seu discurso, Flávio afirmou que ministros do STF indicados por Lula, o procurador-geral da República e a direção da Polícia Federal estariam colaborando para essa perseguição, além de acusar a PF de proteger Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha.

Ele declarou que “quem vota em Lula está votando em Alexandre de Moraes” e prometeu que não permitirá que o presidente indique mais ministros como Moraes para o STF, prometendo acabar com o que chamou de “consórcio de Lula com Moraes” caso vença a eleição.

“Terceira facada”

<pAo se referir ao pai, Flávio comparou a condenação de Jair Bolsonaro à facada que o ex-presidente sofreu durante a campanha de 2018. Ele chamou os eventos de 8 de Janeiro de "farsa" e afirmou que a condenação do pai por supostos crimes representou uma "segunda facada".

Sem apresentar provas, Flávio alertou que seus adversários tentariam uma “terceira facada” contra ele e seus aliados por meio de interferências nas eleições, garantindo que isso não o intimidaria.

O candidato também mencionou que realiza sua campanha usando colete à prova de balas, devido ao temor de atentados, afirmando que está “de peito aberto” em defesa do povo brasileiro.

“Guerra” contra facções

A segurança pública foi um dos pontos centrais de suas propostas. Flávio prometeu classificar facções como PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas, com a intenção de que seus integrantes sejam presos ou “neutralizados” pelas forças policiais.

Ele declarou que, a partir de janeiro do próximo ano, declarará guerra aos narcoterroristas no país.

Flávio também defendeu medidas como a redução da maioridade penal, castração química para estupradores e penas mínimas para crimes como furto de celular. Ele afirmou que os presos devem trabalhar para custear suas despesas no sistema penitenciário.

Em relação à economia, prometeu cortar impostos, expandir o acesso a creches e combater a violência contra a mulher. Na saúde, mencionou a intenção de implementar práticas do Hospital Israelita Albert Einstein no SUS. Na educação, defendeu a qualificação profissional dos jovens, ressaltando que os alunos devem ser “estudantes e não militantes”.

“Libertador da pátria”

Com as eleições se aproximando, Flávio pediu apoio para sua candidatura, apresentando-a como continuidade do projeto político de seu pai. Ele se autodenominou “libertador da pátria” e caracterizou sua candidatura como um protesto, prometendo governar para todos os brasileiros.

No final de seu discurso, expressou o desejo de subir a rampa do Palácio do Planalto ao lado de Jair Bolsonaro e receber dele a faixa presidencial.

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