Pesquisa revela que 79% da população acredita que opinião política de líderes religiosos não impacta voto
Pesquisa revela que líderes religiosos têm pouca influência nas decisões de voto dos eleitores brasileiros.
A pesquisa realizada pela Quaest indica que a maioria dos eleitores brasileiros não se deixa influenciar por líderes religiosos ao decidir seu voto para presidente. O levantamento aponta que 79% dos entrevistados afirmam que a opinião política de uma liderança religiosa não interfere em sua escolha.
Entre os evangélicos, 79% também negaram qualquer influência, enquanto 21% admitiram que a opinião dessas lideranças pode impactar, mesmo que em menor grau. Já entre os católicos, 81% disseram que não sentem essa influência, e 18% relataram algum nível de impacto.
O estudo ainda revelou variações significativas em relação à renda e à escolaridade dos eleitores. Entre aqueles com renda familiar de até dois salários mínimos, 75% afirmaram que a opinião política de líderes religiosos não afeta seu voto. Esse percentual aumenta para 83% entre os que possuem renda superior a cinco salários mínimos.
No que diz respeito ao nível educacional, 79% dos entrevistados com ensino fundamental disseram não sentir influência, enquanto 19% reconheceram alguma forma de impacto. Entre os que têm ensino superior, esse número sobe para 86% que afirmam não haver interferência.
Além disso, a pesquisa sugere que a influência de líderes religiosos é um pouco mais reconhecida entre eleitores que se identificam como “lulistas” ou “bolsonaristas”, com 13% admitindo que a opinião dessas lideranças influencia muito sua decisão de voto. No entanto, cerca de 75% desses eleitores ainda afirmaram que a opinião religiosa não pesa na hora de votar.
Entre a esquerda não lulista, o menor nível de influência foi identificado, com 83% afirmando que não há impacto e apenas 6% reconhecendo uma forte influência de líderes religiosos em suas escolhas eleitorais.
A pesquisa, que possui uma margem de erro de dois pontos percentuais, entrevistou 2.004 pessoas em todo o Brasil entre os dias 30 de agosto e 1º de setembro. O levantamento foi registrado na Justiça Eleitoral sob o protocolo BR-07065/2026.