Lula apoia atuação de Andrei Rodrigues em inquérito do caso Master
Lula defende atuação da Polícia Federal em investigações do Banco Master
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva expressou apoio ao diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, destacando sua competência nas investigações relacionadas ao Banco Master. Em uma entrevista, Lula ressaltou a trajetória do delegado e os resultados positivos da PF durante sua gestão.
Andrei Rodrigues foi afastado temporariamente, junto com o diretor de Inteligência da PF, Leandro Almada, após o ministro André Mendonça, do STF, responsabilizar a cúpula da corporação pela elaboração de relatórios de inteligência sobre membros da Corte. No entanto, após decisões conflitantes, Edson Fachin decidiu suspender os afastamentos, permitindo que ambos os delegados retornassem aos seus cargos.
O presidente elogiou Andrei, chamando-o de “um policial federal muito competente” e mencionou sua extensa carreira de mais de 30 anos. Lula também fez referência a operações significativas realizadas pela PF sob sua liderança.
Em suas declarações, Lula afirmou que a gestão de Andrei contribuiu para o aumento das ações da PF contra o crime organizado, tráfico de drogas e lavagem de dinheiro. Ele reiterou sua total confiança no delegado, afirmando que, caso algum erro ocorra, Andrei deverá ser responsabilizado.
Responsabilização da gestão anterior
Sobre o caso do Banco Master, Lula enfatizou que as investigações, a prisão de Daniel Vorcaro e o fechamento da instituição ocorreram durante seu governo. Ele defendeu que a Polícia Federal deve ter liberdade para aprofundar as investigações e esclarecer todas as dúvidas relacionadas ao banco.
O presidente também recordou uma reunião com Vorcaro, onde o banqueiro alegou estar sendo perseguido. Lula respondeu que o Master seria tratado com a mesma seriedade que qualquer outro banco: “você vai ser investigado com a seriedade que nós investigamos todo mundo”.
Esse encontro já havia sido mencionado por Lula anteriormente, quando afirmou que não haveria interferência política no caso do Master e que a análise da situação do banco seria feita de forma técnica. A reunião, que não estava em sua agenda oficial, foi organizada pelo ex-ministro da Fazenda Guido Mantega.
Afastamento e decisões no STF
O afastamento de Andrei e Almada aconteceu em decorrência de uma decisão liminar de André Mendonça, que atendeu a um pedido do partido Novo. O ministro atribuiu à cúpula da PF a responsabilidade pela elaboração de relatórios que continham informações sobre sua atuação.
Esses documentos foram utilizados por Alexandre de Moraes para solicitar ações contra Mendonça no Inquérito das Fake News. A 2ª Turma do STF analisou o afastamento e, apesar de formar maioria para mantê-lo, o julgamento foi interrompido por um pedido de vista de Gilmar Mendes.
No dia seguinte, o ministro Flávio Dino determinou a reintegração dos delegados, questionando a legitimidade do partido Novo para solicitar o afastamento e a decisão de Mendonça sobre informações que o envolviam diretamente.
Em resposta, Fachin suspendeu as decisões de Mendonça e Dino, mantendo Andrei e Almada em seus cargos. Ele também estabeleceu que investigações envolvendo membros da Corte devem ser previamente autorizadas pela Presidência do STF.
Além disso, Fachin retirou Moraes da relatoria do Inquérito das Fake News e convocou uma sessão extraordinária para discutir a validade das informações produzidas pela PF e o pedido da PGR para anular essas evidências, assim como a possibilidade de fundamentar uma investigação contra Moraes.
