PT critica STF por conflito interno e solicita eliminação de privilégios no Judiciário

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PT pede transparência e mudanças no Judiciário em resolução recente.

A Comissão Executiva Nacional do Partido dos Trabalhadores se reuniu na quinta-feira, 10 de setembro de 2026, e divulgou uma resolução que critica a atuação do Supremo Tribunal Federal (STF).

No documento, a sigla expressa sua preocupação com a situação da Corte, afirmando que o STF está “travando uma ‘guerra’ aos olhos estarrecidos da sociedade”. A declaração ressalta a confiança na liderança do presidente do STF, ministro Edson Fachin, para acelerar as investigações em andamento.

O partido defende que o funcionamento do STF deve ser pautado pela transparência, equilíbrio e respeito à Constituição. A resolução enfatiza a necessidade de que a população brasileira tenha acesso à verdade sobre os processos judiciais.

Além disso, o PT propõe uma série de mudanças no sistema Judiciário, criticando a percepção de que a justiça se tornou “um balcão de negócios”. Entre as sugestões estão a criação de cadeiras da sociedade civil no Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e no Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), visando ampliar o controle social da Justiça.

Outros pontos destacados incluem o fim dos supersalários e privilégios, a criação de códigos de ética mais rigorosos para combater corrupção e tráfico de influência, e a discussão sobre mandatos nas cortes superiores. O partido também pede a implementação de critérios de diversidade racial e de gênero nas nomeações para tribunais.

Outra reivindicação é o fortalecimento da Justiça Trabalhista e a universalização da defensoria pública, com o objetivo de garantir acesso à Justiça e segurança dos direitos para todos os cidadãos.

O PT enfatiza que a transparência nas investigações é crucial para a democracia, afirmando que não pode haver privilégios em processos judiciais. Defende que a moralização do Judiciário é essencial para a credibilidade das instituições.

EDINHO SILVA

No mesmo encontro, o presidente nacional do PT, Edinho Silva, manifestou apoio à ideia de mandatos para membros do Judiciário a partir da segunda instância, embora não tenha especificado a duração desses mandatos.

Silva também mencionou que não está certo se essa proposta será apresentada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em declarações anteriores, ele havia afirmado que a instituição de mandatos para ministros do STF não era uma prioridade, mas a atual crise no Supremo trouxe uma mudança de perspectiva sobre o assunto.

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