PF identifica Flávio Bolsonaro como intermediário de Vorcaro no caso Master

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Retirada de sigilo em investigações do Banco Master gera tensões no STF.

A recente decisão de retirar o sigilo de parte das investigações do caso do Banco Master trouxe à tona novas disputas entre os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). O presidente da Corte, Edson Fachin, busca mitigar a crise sem precedentes que afeta a cúpula do Judiciário.

Na noite de quinta-feira, o ministro André Mendonça tornou públicos 15 inquéritos, a pedido de Fachin, mas manteve outros sob sigilo, alegando que isso era necessário para não prejudicar as investigações em andamento.

Os documentos revelados confirmaram que Flávio Bolsonaro, candidato à Presidência pelo PL, é investigado e foi identificado pela Polícia Federal como um contato direto do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master. A investigação envolve a negociação de financiamento para o filme “Dark Horse”, que retrata a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro.

A divulgação parcial dos sigilos gerou críticas de outros ministros do STF, que acusaram Mendonça de agir de forma seletiva. A Procuradoria-Geral da República (PGR) interveio, e Fachin estabeleceu um prazo de 24 horas para que todos os documentos fossem divulgados.

Na sequência, Mendonça tornou públicos 38 procedimentos relacionados a fraudes cometidas por Vorcaro. No entanto, ainda há inquéritos que permanecem em sigilo, levantando questionamentos sobre a transparência do processo.

Os processos que tiveram o sigilo retirado incluem aqueles que envolvem Flávio Bolsonaro e outros políticos, como o ex-governador do Rio, Cláudio Castro, e os senadores Jaques Wagner e Ciro Nogueira.

A tensão entre Mendonça e Alexandre de Moraes aumentou, especialmente após a revelação de que Moraes teve contato com Vorcaro até o dia da prisão deste. O ex-banqueiro questionou Moraes sobre a investigação e se deveria deixar o país, levando a um pedido de investigação contra Mendonça por parte de Moraes.

Fachin interveio, determinando a remoção do sigilo dos processos, exceto aqueles que poderiam comprometer as investigações. Mendonça atendeu à ordem e divulgou a íntegra de 14 procedimentos.

Contudo, muitos detalhes já haviam sido divulgados anteriormente por vazamentos à imprensa. Moraes criticou a decisão de Mendonça, afirmando que ele escolheu o que tornar público de maneira conveniente, mantendo em sigilo pelo menos 180 documentos.

Entre os documentos divulgados, estava o contrato entre Vorcaro e Viviane Barci de Moraes, esposa de Moraes. A PGR também solicitou a ampliação da quebra de sigilo, enquanto a defesa de Vorcaro pediu acesso aos dados do celular do ex-banqueiro, sendo rebatida por Mendonça.

Uma sessão do plenário do STF está marcada para terça-feira, onde o caso das conversas entre Moraes e Vorcaro será julgado. Há pressão para que a pauta seja ampliada, com Gilmar Mendes sugerindo que Fachin assuma a investigação contra Mendonça.

A defesa da transparência total sobre a investigação foi apoiada por Lula e Flávio Bolsonaro. Os documentos liberados indicam que Flávio foi investigado por solicitar que Vorcaro financiasse o filme “Dark Horse”, com a polícia apurando possíveis crimes de lavagem de dinheiro e corrupção.

Flávio expressou que a transparência seria benéfica, afirmando que não há irregularidades em relação ao filme. A investigação também sugere que parte dos recursos do financiamento pode ter sido usada para custear a estadia de Eduardo Bolsonaro, irmão de Flávio, nos Estados Unidos.

A Polícia Federal aponta que Flávio foi um “interlocutor direto” de Vorcaro, fazendo repetidas solicitações para o financiamento do filme, que somou aproximadamente US$ 24 milhões. Desse total, pelo menos US$ 12,3 milhões foram efetivamente pagos.

As mensagens indicam que Eduardo Bolsonaro orientava sobre a gestão dos recursos nos Estados Unidos, com a administração sendo feita por meio do fundo Havengate, ligado a Paulo Calixto, advogado de Eduardo.

A avaliação da PF é que existem elementos suficientes para justificar a investigação sobre a origem e movimentação dos valores envolvidos.

Os documentos divulgados também revelam que Vorcaro custeou viagens e jantares para

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