Oracle ultrapassa expectativas e registra redução no consumo de caixa com inteligência artificial
Oracle supera expectativas e apresenta resultados positivos no primeiro trimestre fiscal de 2027.
A Oracle superou as estimativas de Wall Street para o primeiro trimestre fiscal de 2027, apresentando um consumo de caixa menor do que o esperado. Esse desempenho fortalece a confiança dos investidores em relação aos investimentos da empresa em inteligência artificial (IA), que estão mostrando resultados positivos sem comprometer o balanço financeiro.
Os resultados, divulgados na última quinta-feira, foram bem recebidos pelo mercado, refletindo um aumento de 4% nas ações da Oracle no pregão estendido. Este movimento ocorre após a empresa ter enfrentado uma queda de mais de 21% no ano, impulsionado por um aumento significativo na carteira de pedidos futuros, um indicador crucial para o crescimento da receita.
Carteira de contratos de IA
No primeiro trimestre fiscal, a Oracle firmou mais de US$ 30 bilhões em novos contratos de nuvem com IA, elevando sua carteira total de receita futura para impressionantes US$ 664 bilhões. Esse valor supera a estimativa média de analistas, que era de US$ 639,89 bilhões.
A expectativa da empresa é que cerca de 50% dessa carteira se converta em receita nos próximos 36 meses. Um aspecto que chamou a atenção dos investidores foi que a maioria dos novos pedidos não exigirá grandes desembolsos de capital por parte da Oracle.
Segundo a diretora financeira da Oracle, a maior parte dos pedidos foi realizada por meio de pré-pagamentos, utilizando hardware do próprio cliente ou mecanismos similares, o que não requer capital adicional da empresa. A conversão da carteira em receitas já começou a impactar positivamente os resultados de infraestrutura em nuvem.
Consumo de caixa menor que o previsto
O balanço financeiro da Oracle também trouxe alívio para os investidores, com um fluxo de caixa livre negativo de US$ 5,40 bilhões no trimestre, abaixo das expectativas de um fluxo negativo de US$ 9,56 bilhões. Esse resultado representa uma melhoria em relação ao terceiro trimestre do exercício fiscal anterior, quando o fluxo de caixa livre negativo foi de US$ 11,48 bilhões.
A empresa teve gastos de capital de US$ 28,50 bilhões no período, com aproximadamente US$ 11,36 bilhões cobertos por pré-pagamentos de clientes. A nova divulgação sobre esses pré-pagamentos é vista como um sinal positivo, indicando que o balanço patrimonial da empresa efetivamente melhorou, permitindo que a Oracle mantenha seus planos de gastos de capital sem impactos adicionais.
A Oracle mantém sua meta anual de gastos de capital entre US$ 90 bilhões e US$ 95 bilhões. Essa melhoria no balanço é significativa, especialmente considerando que as ações da empresa enfrentaram uma queda de quase 25% desde o último resultado trimestral, devido a preocupações com os gastos e o fluxo de caixa. O rebaixamento do rating de crédito da empresa pela S&P Global também foi uma preocupação, citando fluxo de caixa fraco e aumento do risco de negócio.
Resultados do trimestre
A receita do primeiro trimestre fiscal cresceu 30%, alcançando US$ 19,3 bilhões, superando a estimativa de US$ 19,14 bilhões. O lucro ajustado por ação foi de US$ 1,92, acima da projeção de US$ 1,74.
Com esses resultados, a Oracle aumentou sua previsão de lucro ajustado por ação para o exercício fiscal de 2027, passando de US$ 8,05 para US$ 8,10, em comparação com a expectativa média dos analistas de US$ 8,07. A companhia também projetou uma receita anual de pelo menos US$ 90 bilhões.
Para a presidente-executiva de uma empresa de pesquisa e consultoria em tecnologia, os números representam uma inflexão na narrativa da Oracle. A performance sólida indica que os clientes estão investindo na empresa, e a Oracle precisa continuar a demonstrar que o crescimento da carteira de pedidos é uma realidade, não apenas uma expectativa futura.