Fim da Escala 6×1 pode ser decidido em votação em maio, afirma presidente da Câmara
Redução da jornada de trabalho e acordos internacionais estão entre as prioridades da Câmara dos Deputados.
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, ressaltou nesta terça-feira (10) que a redução da jornada de trabalho da escala 6×1 é uma das principais prioridades da Casa para este ano. Ele mencionou que a votação dessa proposta pode ocorrer em maio.
Atualmente, duas propostas estão em discussão na Câmara relacionadas à jornada de trabalho. Uma delas é a PEC 8/25, proposta pela deputada Erika Hilton, e a outra é a PEC 221/19, apresentada pelo deputado Reginaldo Lopes. Essas iniciativas visam modernizar as relações de trabalho no país, refletindo as mudanças tecnológicas e as demandas atuais do mercado.
Motta enfatizou a importância de ouvir a sociedade e o setor produtivo durante esse processo. Ele acredita que o Brasil não pode ficar para trás nas evoluções do mundo do trabalho e se comprometeu a liderar essa discussão. Essa postura foi reafirmada após sua participação em um evento promovido pelo banco BTG Pactual em São Paulo.
Além da jornada de trabalho, o presidente da Câmara destacou outros temas prioritários para este ano, como a aprovação do acordo entre a União Europeia e o Mercosul. Esse tratado requer a formalização do aval do Brasil no Congresso, e Motta acredita que a discussão pode ser retomada em breve.
As Propostas de Emenda à Constituição (PECs) da Segurança Pública também estão na agenda da Câmara. Motta expressou a necessidade de avançar nesse tema após o Carnaval, com a expectativa de que a Comissão Especial possa levar a pauta ao plenário rapidamente.
Sobre o acordo do Mercosul com a União Europeia, Motta explicou que o tratado precisa ser aprovado em uma comissão mista antes de ser submetido ao plenário. Ele acredita que essa aprovação pode ocorrer na semana seguinte ao Carnaval, permitindo que o Brasil inicie tratativas com os países europeus.
O presidente da Câmara ressaltou que, uma vez validado pelo Congresso, o acordo poderá abrir novos mercados e trazer avanços significativos para o agronegócio e outros setores da economia brasileira, reforçando a importância desse tratado comercial para o país.