Influencer compartilha festa de Vorcaro e experimenta ‘terremoto’

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Influenciadora Ana Raquel revela os desdobramentos de suspensão de conta no Instagram após caso Banco Master.

A influenciadora e contadora Ana Raquel dos Santos Ribeiro enfrentou um revés significativo em sua carreira em novembro de 2023, quando sua conta dedicada à música eletrônica no Instagram foi suspensa. O caso ganhou novos contornos com a divulgação de documentos relacionados ao Banco Master, revelando que o banqueiro Daniel Vorcaro teria solicitado a remoção de uma publicação de Ana sobre um evento que ele organizou.

Ana gerenciava o perfil @anatrackid, que tinha como foco a divulgação de notícias, eventos, DJs e venda de ingressos. Com aproximadamente 13 mil seguidores, sua conta alcançava mais de 425 mil perfis. Em setembro de 2023, ela decidiu deixar seu emprego como contadora para se dedicar integralmente à sua atividade como influenciadora, que gerava renda através de comissões e produção de conteúdo.

Em 1º de novembro, Ana publicou um vídeo sobre uma festa realizada na boate Madame Club, em São Paulo, que tinha restrições de entrada de celulares e contava com um público de 20 homens e 120 mulheres. A legenda da postagem, “Quando eu for rico, haverá sinais”, chamou atenção. O evento, articulado por Vorcaro, gerou grande repercussão, sendo noticiado por várias páginas de música eletrônica devido à popularidade dos artistas envolvidos.

Embora tenha noticiado o evento, Ana não esteve presente na festa. Ela afirmou que obteve informações através de um técnico de som que trabalhou no evento. Em entrevista, Ana ressaltou que, na época, muitos influenciadores postaram sobre a festa, sem entender a controvérsia que a cercava.

A suspensão de sua conta ocorreu em 10 de novembro, com o Instagram informando que Ana deveria recorrer e provar que não era um robô. Após seguir os procedimentos, recebeu a confirmação de suspensão definitiva, sem uma explicação clara sobre a violação de regras.

No dia 13 de novembro, Ana decidiu entrar com uma ação judicial contra a Facebook Serviços Online do Brasil Ltda. A liminar para reativação imediata de sua conta foi inicialmente negada, com a empresa alegando que o perfil estava indisponível para análise de possíveis violações das políticas da plataforma.

A conta foi finalmente restabelecida em 28 de novembro, após o juiz Paulo Bernardi Baccarat considerar insuficientes as justificativas apresentadas pela empresa, que não especificou as violações cometidas. A companhia foi condenada a reativar o perfil e a pagar R$ 3 mil por danos morais.

Documentos da investigação do Banco Master revelaram que, em 3 de novembro de 2023, Vorcaro enviou um link da publicação de Ana a Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como Sicário, solicitando que “derrubassem” o post. Contudo, não há provas de que Mourão tenha feito um pedido formal à Meta para a suspensão da conta de Ana, nem que a remoção tenha sido resultado dessa solicitação.

A influenciadora expressou sua perplexidade diante da situação, afirmando que nunca soube quais diretrizes havia infringido e que só agora, três anos depois, consegue compreender os desdobramentos do caso.

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