IBGE apresenta mapas-múndi invertidos com Brasil no centro, desafiando a visão tradicional do mundo
IBGE lança mapas-múndi com Brasil no centro para celebrar a Independência
A obra “América Invertida”, do artista uruguaio Joaquín Torres García, criada em 1943, inverte a visão tradicional do mundo ao colocar o sul no topo do mapa. Essa abordagem inspirou a nova iniciativa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) lançou três mapas-múndi temáticos que reposicionam o Brasil no centro. Essa ação faz parte das celebrações do 7 de setembro, data que marca a Independência do Brasil.
Disponíveis para download gratuito na loja virtual do IBGE, os mapas foram lançados entre 2024 e 2026 e também podem ser adquiridos em versões impressas. Os três mapas estão disponíveis em quatro tamanhos diferentes, variando de A0 a A4, com preços entre R$ 10 e R$ 90.
Os mapas seguem a nova representação cartográfica aprovada pela ONU, conhecida como Terra Igual (Equal Earth). Essa projeção visa minimizar as distorções de tamanho entre continentes e países que são comuns em representações tradicionais.
A nova disposição coloca o Brasil no centro, e em algumas versões, o hemisfério Sul aparece na parte superior. Essa inversão pode causar estranheza, mas não representa um erro cartográfico.
Especialistas explicam que a orientação tradicional, com o norte no topo, é apenas uma convenção histórica. Não existe uma maneira cientificamente “correta” de apresentar o planeta em um mapa, permitindo diversas representações.
Confira os mapas



Por que os mapas estão invertidos?
Os mapas são representações planificadas da Terra e podem ser apresentados em diversas orientações sem comprometer a precisão geográfica.
A princípio, os novos mapas do IBGE podem parecer diferentes devido à familiaridade com projeções como a de Mercator, que popularizou a visão do mundo com o norte para cima desde 1569.
Essa projeção distorce áreas próximas aos polos, ampliando regiões como América do Norte e Europa, enquanto reduz a proporção de áreas próximas à linha do Equador, como a África e a América do Sul.
Especialistas afirmam que essas distorções podem reforçar a percepção de que as regiões ao norte estão associadas à riqueza e ao desenvolvimento, enquanto as áreas ao sul são vistas como menos favorecidas.